Prudente retorno às aulas em Wuhan, cidade chinesa berço do coronavírus

Estudantes de Wuhan devem manter distância de um metro e passam por aparelhos para medir a temperatura

Os estudantes do último ano das escolas do ensino médio de Wuhan, cidade chinesa onde surgiu a epidemia de COVID-19, retornaram nesta quarta-feira (6) às aulas com medidas que incluem o uso de máscaras, detectores de temperatura e distanciamento social.

Após quatro meses com os colégios fechados, após o feriado do Ano Novo chinês e o confinamento provocado pelo coronavírus, os alunos retornaram com máscaras e foram obrigados a passar por câmeras infravermelhas para detectar uma possível febre.

"Finalmente, a escola voltou", escreveu uma aluna na rede social Weibo. "É a primeira vez que estou muito feliz de voltar às aulas, apesar de ter prova em dois dias", completou.

Os estudantes sentam em mesas individuais separadas por um metro uma da outra, de frente para os professores. As aulas presenciais foram suspensas em janeiro, com a determinação da quarentena em Wuhan e sua província, Hubei, na região central da China.

Como no restante do país, desde então os estudantes tinham aulas on-line.

Em uma demonstração do nervosismo das autoridades locais, a data de retorno das aulas para as demais séries do ensino médio, assim como para os alunos do ensino fundamental e básico, ainda não foi anunciada.

No restante do país, a retomada das aulas também é progressiva, de acordo com as regiões. Nas gigantescas metrópoles de Pequim e Xangai, apenas os estudantes do último ano do ensino médio voltaram às escolas, visando os exames finais, que foram adiados por um mês, até o início de julho.

Os casos declarados de coronavírus registraram queda expressiva na China nas últimas semanas. Nesta quarta-feira foram anunciados apenas dois contágios, ambos de origem estrangeira.

Nas últimas três semanas não foram registradas mortes. O balanço total do país indica 82.883 casos e 4.633 óbitos.