PSB divide fundo eleitoral em dois blocos para evitar disputa de verbas entre candidatos ao governo e Senado do mesmo estado

Para evitar disputas domésticas pela distribuição do Fundo Eleitoral, o PSB dividiu a verba que será destinada às candidaturas majoritárias dos estados em dois blocos, evitando que pré-candidatos aos governos e ao Senado disputem o mesmo montante. Do total de R$ 268 milhões do fundo total do partido, 80% devem ser destinados às campanhas de deputados estaduais e federais, enquanto 20% vão para as majoritárias. Os percentuais serão definidos no próximo dia 28, quando a Executiva nacional do partido se reúne para debater o tema.

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No entanto, já se sabe que os recursos pré-destinados a um candidato ao Senado não seriam repassados ao postulante ao governo daquele estado, em caso de desistência. Nesta hipótese, os valores iriam para as demais campanhas do partido ao Senado. Desta forma, o PSB tenta evitar brigas internas por recursos em estados onde campanhas ao governo e ao Senado concorrem concomitantemente. É o que ocorre, até agora, por exemplo, no Rio, onde Marcelo Freixo tenta o governo e Alessandro Molon, o Senado.

Nas contas do comando nacional, o partido deve chegar a outubro com cinco campanhas aos Executivos estaduais e outras sete ao Senado. O teto de gastos para postulantes a senador será de R$ 7,5 milhões — valor que Márcio França deve receber para concorrer em São Paulo. A expectativa é que os demais pessebistas recebam valores inferiores.

Para os governos, o teto de repasses do partido deve ficar em torno de R$ 13 milhões. O valor, no entanto, pode crescer, em caso de desistência de outros postulantes aos governos. É o que espera, por exemplo, a campanha de Freixo. Nos bastidores do partido, as empreitadas aos governos do Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Espírito Santo e Rio são consideradas mais sólidas, enquanto as campanhas de Jenilson Leite, no Acre, e de Beto Albuquerque, no Rio Grando do Sul, ainda são consideradas incertas.

Por outro lado, os pré-candidatos à Câmara dos Deputados que já têm mandatos comemoram um dos tetos mais generosos dessas eleições: em casos de puxadores de votos, as cifras podem chegar a R$ 3 milhões. A média, no entanto, não deve superar R$ 1 milhão por parlamentar que tentará reeleição. A distribuição desses recursos ficará a cargo de cada direção partidária estadual.

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