PSD faz evento para alavancar Pacheco em meio a filiações de Moro e Bolsonaro

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***BRASILIA, DF,  BRASIL,  15-07-2021, O presidente do senado federal senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) durante entrevista à Folha na residência oficial do senado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, BRASIL, 15-07-2021, O presidente do senado federal senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) durante entrevista à Folha na residência oficial do senado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio à filiação de Sergio Moro ao Podemos e do anunciado ingresso de Jair Bolsonaro no PL, o PSD de Gilberto Kassab fez nesta quarta-feira (24) um evento em Brasília com o objetivo de alavancar o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), para a corrida ao Palácio do Planalto.

Realizado no salão de eventos do hotel Royal Tulip, um dos mais caros de Brasília, a reunião tinha como objetivo inicial anunciar a filiação de José Luiz Datena, mas o apresentador adiou a formalização devido às incertezas sobre o cenário eleitoral em São Paulo.

Em sua fala, Pacheco novamente voltou a não se comprometer diretamente com a postulação à Presidência, mas, assim como no evento de sua filiação ao PSD, no mês passado, voltou a fazer um longo discurso com tom de candidato.

Ele criticou extremos e a cultura de ódio, defendendo a democracia e voltando a fazer várias referências ao mineiro Juscelino Kubitschek —Pacheco é de Rondônia, mas foi criado e fez carreira política em Minas.

"Vivemos hoje no Brasil um clima de radicalismo, de extremismo, de uma cultura de ódio que está acabando com o Brasil e que precisamos conter", afirmou, acrescentando mais adiante, em uma clara referência a eleitores de Bolsonaro: "Revelar amor ao Brasil não é colocar uma camisa da seleção brasileira e sair na rua xingando o Supremo Tribunal Federal e o Congresso".

Sem citar nomes, o presidente do Senado disse ainda que o Brasil não precisa, neste momento, de lançamento de candidatos a presidente, mas de políticos que debatam e encontrem soluções para os inúmeros problemas imediatos.

O PSD tenta viabilizar o nome de Pacheco como candidato de uma terceira via contra a polarização eleitoral entre Lula e Bolsonaro. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, de setembro, porém, o senador aparecia com apenas 1% das intenções de voto.

Participaram do evento do PSD, comandado por Kassab, vários congressistas e prefeitos da legenda, entre eles Alexandre Kalil (Belo Horizonte), segundo quem Pacheco é o nome para liderar um projeto que acabe com a "fila do osso" no país.

Datena mandou um vídeo para ser exibido no encontro, pregando misericórdia na política, elogiando o PSD e Pacheco.

O apresentador adiou a sua filiação após as notícias de uma possível dobradinha entre Lula e Geraldo Alckmin, que, de saída do PSDB, poderia abandonar a pré-candidatura ao Governo de São Paulo para ingressar no PSB e ser vice na chapa presidencial petista.

Datena diz aguardar os desdobramentos dessa movimentação para definir o partido e o cargo que pretende disputar em 2022.

Ele pode se lançar candidato ao Governo de São Paulo pelo PSD caso Alckmin decida mesmo ser candidato a vice de Lula na campanha presidencial em 2022.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos