Psicoterapeuta diz ter sido prejudicada no trabalho após Facebook tirar sua conta do ar e Justiça ordena indenização

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A Justiça do Rio condenou o Facebook por desativar a conta de uma psicoterapeuta, que alegou ter sido prejudicada em seu trabalho por isso. Além de ter deixado de captar novos clientes pela rede social, ela reclama ter perdido 10 mil seguidores e conteúdo digital de cunho técnico-profissional armazenado em sua página. A profissional será indenizada, por danos morais, em R$ 20 mil.

As duas partes envolvidas participaram de ao menos duas audiências de mediação promovidas, mas o Facebook não explicou o motivo pelo qual tirou a conta da psicoterapeuta do ar por seis meses. Segundo a mulher, a acusação feita na ferramenta foi de publicar conteúdos pornográficos, discriminatórios ou ilícitos, mas não foram apresentadas provas.

Nesse período de afastamento forçado da rede social, a profissional alega que sofreu abalo em seu bom nome e imagem, já que não conseguia dar uma explicação convincente aos seus pacientes e seguidores sobre o sumiço na internet. Ela apresentou em juízo diversas mensagens de clientes e seguidores demonstrando surpresa com a abrupta exclusão da página, o que a teria constrangido diante de terceiros.

A decisão foi tomada na Primeira Câmara Cível do Rio. Procurado, o Facebook afirmou não ter um comentário para compartilhar sobre o caso.

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