PSL aciona advogada de Bolsonaro Karina Kufa na Justiça

Naira Trindade, Bela Megale e Bruno Góes
Advogada eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, Karina Kufa

BRASÍLIA - O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, acionou judicialmente a advogada eleitoral Karina Kufa para ela dar explicações sobre recentes declarações em que cita haver “voto de cabresto” no partido e sobre a menção a um“mau uso do dinheiro público” em relação ao fundo partidário.Na ação, Bivar elaborou 16 perguntas sobre entrevista da advogada ao GLOBO, na última semana. Eles entendem que o conteúdo afronta a honra de Bivar e pode ensejar em ação penal por “calúnia” e “difamação”. A ação foi ajuizada no Tribunal de Justiça de São Paulo.Na entrevista, Karina Kufa diz que “jamais” haverá dentro do PSL uma eleição equilibrada para o comando da legenda por conta dos “votos de cabresto”. A pergunta se referia ao incômodo sobre o presidente nacional da sigla manter três filhos nos quadros da Executiva Nacional.'Guerra dos tronos': entenda a briga entre Bolsonaro e o PSLNo texto, Bivar diz que a advogada “não mediu esforços ao fazer acusações bastante graves, como foi o caso de relatar a existência de “votos de cabresto” dentro do Partido Social Liberal (PSL)”. Ele também apontou informações feitas por Karina sobre desvios no partido: “E ainda pior, registrou em contexto de crítica à administração do partido que estariam havendo desvios”, escreveu.O documento é assinado pelos advogados Ademar Rigueira Neto, Talita Caribé e Alexandre Rêgo Barros, que representam o presidente do PSL. No texto, eles escrevem que “vão analisar as respostas de Karina para decidirem se entram com um processo por calúnia e difamação contra advogada”.Os advogados de Karina Kufa, Ticiano Figueiredo e Pedro Velloso afirmam, em nota, que "as alegações feitas contra a advogada são manifestamente infundadas e decorrem de estratégia que busca utilizá-la como instrumento de disputa política. Todos os contratos e honorários pactuados com a advogada são lícitos e correspondem a serviços jurídicos destinados ao Partido Social Liberal (PSL) e a membros dos seus diretórios.”