PSL, DEM e PP devem se fundir para formar maior partido do Congresso

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Brasilia, Brasil - Aug 27, 2018: Federal Senate Plenary Chamber at Brazilian National Congress - Brasilia, Distrito Federal, Brazil
Foto: Getty Images
  • Nova sigla teria 121 deputados e 15 senadores

  • Legenda poderia ser uma opção para Bolsonaro disputar reeleição

  • Há divergência interna nos partidos

Três partidos do chamado Centrão do Congresso Nacional avaliam se fundir para formar a maior sigla da Casa. São eles o Partido Social Liberal (PSL), Democratas (DEM) e Partido Progressista (PP). No total, a nova legenda terá 121 deputados e 15 senadores.

De acordo com o portal Poder360, os partidos estão nas fases finais da negociação. No entanto, os presidentes das legendas estão receosos.

A presidência da sigla ficará a encargo de Luciano Bivar, atual presidente do PSL. Na vice-presidência, estará o atual presidente do DEM, ACM Neto. Por fim, o PP terá a secretaria-geral com Ciro Nogueira, também presidente do seu partido.

Segundo apurou o Poder360, membros do PSL acreditam que fusão ainda é um rumor e uma movimentação orquestrada por Bivar, Já no DEM, ACM Neto ainda é resistente à negociação.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está ansioso pela criação do partido, no qual poderia se filiar para disputar a reeleição em 2022. Na quinta-feira (22), o presidente indicou uma aproximação com o Centrão. Ele diz fazer parte do bloco e busca apoio no Congresso.

“O Centrão é um nome pejorativo. Sou do Centrão. Fui do PP metade do meu tempo. Fui do PTB, fui do então PFL. No passado, integrei siglas que foram extintas”, afirmou Bolsonaro para responder às críticas pela nomeação de Ciro Nogueira como Ministro da Casa Civil.

No dia 13 de julho, Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) revelou que o pai conversou com o PP sobre uma possível filiação, além de dialogar com o PL e com o Republicanos.

O presidente pretendia se filiar ao Patriota, porém a possibilidade ficou distante após integrantes da executiva nacional da legenda foram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra mudanças feitas no partido pelo presidente na época, Adilson Barroso.

Já Luciano Bivar, do PSL, afirmou que a recente filiação do apresentador José Luiz Datena, que também sai como pré-candidato à Presidência da República pela sigla, aproximou os partidos do Centrão.

“O PSL mantém excelente diálogo com a maioria dos partidos. Com a filiação do jornalista José Luiz Datena, nome expressivo na conjuntura política, e agora com sua pré-candidatura à Presidência da República, o PSL já decidiu seu rumo para a eleição de 22 com candidatura própria. Assim é natural que os demais partidos com pautas convergentes se aproximem para abrirmos essa discussão, porém jamais abriremos mão de nossos ideais liberais, defendidos desde nossa fundação. Qualquer avanço no sentido de fundir-se, por conseguinte, enfrentará esses e outros entraves”, declarou Bivar.

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