PSL vai controlar novo partido em SP após fusão, diz vice-presidente da sigla em resposta a DEM

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***ARQUIVO***BARUERI, SP, 17.08.2019 - O deputado federal Junior Bozella (PSL-SP) durante lançamento da 1° Campanha Nacional de Filiação com o primeiro encontro do PSL (Partido Social Liberal), no espaço Opera Cristal, em São Paulo. (Foto: Ricardo Matsukawa/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1908171256713084
***ARQUIVO***BARUERI, SP, 17.08.2019 - O deputado federal Junior Bozella (PSL-SP) durante lançamento da 1° Campanha Nacional de Filiação com o primeiro encontro do PSL (Partido Social Liberal), no espaço Opera Cristal, em São Paulo. (Foto: Ricardo Matsukawa/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1908171256713084

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Vice-presidente nacional do PSL, o deputado federal Júnior Bozzella (SP) afirma que seu grupo político controlará o diretório paulista da legenda que surgirá da fusão da sigla com o DEM.

Essa possível união tem sido anunciada como o surgimento de um superpartido de direita, devido aos recursos financeiros e a quantidade de políticos que pretende abrigar.

A fala é uma reação à entrevista do deputado Alexandre Leite (DEM) à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, na qual ele afirmou que a nova sigla prefere apoiar Rodrigo Garcia (PSDB) em 2022, mas que só o fará se tiver a vaga de vice na chapa para o governo de São Paulo.

“Após a possível fusão, o controle será do grupo do PSL aqui em São Paulo. Nenhuma dessas informações repassadas pelo grupo da família Leite têm procedência. Vamos avaliar ainda qual o melhor cenário. Estamos negociando com Alckmin, MBL [Arthur do Val, Patriota] e Rodrigo Garcia”, diz Bozzella.

Ele diz que a família Leite, composta também pelo presidente da Câmara Municipal de SP, Milton Leite, não tem legitimidade para negociar com Garcia, “pois faz parte do governo Doria”.

Milton é um dos principais parceiros políticos do governador tucano no estado e indicou aliados para posições estratégicas do governo estadual, especialmente na Secretaria de Tranportes.

Alexandre Leite afirmou ao Painel que a demanda por ocupar a vice na chapa de Garcia também está atrelada à necessidade de impulsionar a bancada de deputados federais originários tanto do DEM como do PSL, este último que deixou o nanismo sob impulso da onda bolsonarista de 2018 e que não deverá contar com fenômeno similar no ano que vem.

“Como se trata de fusão, vamos ter que acomodar quem fica do PSL. Não é minha preocupação no momento quem vai ocupar o posto de vice-governador. Vai ser um pleito do novo partido. Quem tem a maior estrutura orgânica, o maior partido do estado, é o DEM. Vamos ter que estruturar uma chapa para eleger deputados. O PSL veio na aba do Bolsonaro, não vai ter mais a aba em nível presidencial. Vamos fazer chapa para conseguir elegê-los com os votos dos próprios deputados, sem voto de arrasto", disse o parlamentar, presidente do diretório paulista do DEM.

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