PSOL-Niterói suspeita que ameaças tenham partido de grupo neonazista

Leonardo Sodré
Sede do partido, na Rua Doutor Celestino, onde foi deixada a carta com as ameaças.

NITERÓI - A 76ª DP (Centro) investiga ameaças endereçadas à sede do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Niterói. Integrantes da sigla suspeitam que a intimidação tenha partido de grupos neonazistas que atuam na cidade. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o andamento da investigação.

No último dia 20, um texto datilografado, com uma foto deformada da vereadora Marielle Franco, assassinada há dois anos, foi deixado na sede do partido, na Rua Doutor Celestino. O título dizia: “Marielle Ausente! Comunista bom é comunista morto! Um ultimato ao PSOL”.

A carta trazia ameaças aos integrantes do partido e às suas famílias, caso mantivessem a decisão de disputar as eleições municipais deste ano. Em outros trechos, afirmava: “A maioria de nós que somos brancos nos sentimos ameaçados e não somos vira-latas como vocês” e “O comunismo no Brasil nasceu em Niterói e morrerá nesta cidade”.

Pelo vocabulário usado e pelo teor da mensagem, membros do partido desconfiam que os autores integrem grupos que agem na deep web propagando ideais supremacistas, o que é crime.

— O mais sério são as ameças relacionadas à nossa atuação política, dizerem que sofreremos atentados devido à nossa participação nas próximas eleições — diz o deputado Flávio Serafini, presidente do PSOL de Niterói e pré-candidato a prefeito.

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