PT aciona Justiça Eleitoral contra Moro por transferência de título para SP

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  15-03-2022, 12h00: O pré-candidato à presidência da república Sérgio Moro (Podemos) fala com a imprensa ao sair de um evento com reitores de universidades. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 15-03-2022, 12h00: O pré-candidato à presidência da república Sérgio Moro (Podemos) fala com a imprensa ao sair de um evento com reitores de universidades. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) e o diretório municipal do PT na capital paulista entraram com uma ação junto à Justiça Eleitoral pedindo o cancelamento da transferência de título de eleitor do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) para a cidade de São Paulo.

No mês passado, Moro trocou o Podemos pela União Brasil e afirmou que havia desistido provisoriamente da corrida presidencial. Na nova legenda, seu nome é cogitado para disputar a Câmara dos Deputados ou o Senado por São Paulo.

Alexandre Padilha e o PT afirmam, porém, que Moro não reside na capital —e, por isso, não poderia representar o estado paulista no Congresso. Segundo o parlamentar, o endereço de residência em São Paulo indicado pelo ex-ministro é um hotel.

Moro nasceu no Paraná e fez carreira no estado.

Na ação, o deputado petista diz que o ex-juiz e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro não possui vínculo empregatício ou domiciliar com a cidade e cita a ausência de São Paulo em publicações nas redes sociais.

"Se não se identificam laços profissionais com o estado de São Paulo, afetivos tampouco. Pois, em tempos de redes sociais, perscrutando o Instagram do recorrido, a única menção afetuosa que se encontra refere-se à capital do estado do Paraná", diz a ação.

"Por lealdade processual, é preciso reconhecer que no perfil da cônjuge do recorrido no Instagram há um post do Mercado Municipal de São Paulo e do seu famoso sanduíche de mortadela, à semelhança dos registros feitos por turistas de passagem por São Paulo", continua.

A iniciativa contra Moro foi protocolada dez dias após a publicação da lista de eleitores que pediram transferência de seus títulos, dentro do período previsto para recurso contra o deferimento da inscrição.

"Como estratégia, entramos com a ação no momento correto, no último minuto do prazo, e não é só com a ação, mas solicitando um conjunto de investigações que reforçam que São Paulo não é o domicílio do caixeiro-viajante Moro", afirma Alexandre Padilha.

"Entramos com recurso contra a transferência de domicílio eleitoral do ex-juiz Sergio Moro para garantir a lisura do pleito deste ano. Todo mundo sabe que o ex-juiz não é de São Paulo e nunca estabeleceu qualquer relação com São Paulo", complementa o presidente do diretório municipal do PT em São Paulo, Laercio Ribeiro.

No início deste mês, o advogado de Sergio Moro, Gustavo Guedes, rebateu as acusações de Padilha de que Moro teria "deturpado o devido processo legal brasileiro" e disse que o petista "mostra um profundo desconhecimento da legislação e do conceito de domicílio eleitoral".

A defesa de Moro também sustentou que Padilha "mostra um profundo desconhecimento da legislação e do conceito de domicílio eleitoral" e que "pelo mesmo motivo, inclusive, tentaram impugnar Dilma [Rousseff] na última eleição, para o Senado, em Minas Gerais".

A ex-presidente nasceu em Belo Horizonte (MG) e fez carreira política no Rio Grande do Sul.

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