Atos contra Bolsonaro: PT convoca manifestação para 2 de outubro, horas depois de protesto da terceira via

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Manifestantes seguram faixas
Manifestantes participam de protesto organizado por grupos e partidos de direita pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Manifestantes de grupos e partidos da direita foram às ruas no domingo para pedir o impeachment de Bolsonaro

  • PT, maior sigla da esquerda, não aderiu aos atos convocados pelos grupos MBL e Vem pra Rua

  • Vice-presidente do partido convocou nova manifestação para dia 2 de outubro

Horas depois da realização de atos encabeçados pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e pelo Vem Pra Rua, no domingo (12), o PT convocou manifestação para o dia 2 de outubro, com o objetivo de pressionar pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

O vice-presidente nacional do partido, deputado federal José Guimarães (CE), publicou um vídeo em seu perfil no Twitter com um chamado para o protesto poucas horas depois da realização dos atos em ao menos 15 capitais brasileiras, com o mesmo lema.

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As manifestações do último domingo tiveram adesões de presenciáveis que tentam ser a terceira via para 2022 e de alguns partidos e líderes de esquerda que buscam o distanciamento do PT e de Lula, como Ciro Gomes (PDT-CE).

Mas os atos não fizeram frente à mobilização bolsonarista no feriado da Independência nem a atos anteriores liderados pela esquerda. A manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu cerca de 6 mil pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Menos de 500 manifestantes estiveram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

A baixa adesão está relacionada a um racha entre os opositores de Bolsonaro. A esquerda já havia organizado cinco protestos, desde maio, feitos pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro, que reúne partidos, movimentos e centrais sindicais.

MBL e Vem Pra Rua não participaram das iniciativas alegando as restrições impostas pela pandemia da covid-19 e o baixo percentual de vacinados àquela época, mas também pesaram divergências políticas e ideológicas.

Casal de mãos dadas vestem camisetas com a frase Nem Lula&Nem Bolsonaro
Manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo (Photo by Paulo Lopes/Anadolu Agency via Getty Images)

O PT, por sua vez, e outros partidos de esquerda não quiseram se unir a grupos que deram impulso ao impeachment de Dilma Roussef em 2016.

Na tentativa de atrair os petistas, o MBL aboliu o lema “Nem Lula nem Bolsonaro”, mas foram vistas nos atos faixas com a frase.

O protesto na avenida Paulista no domingo teve a participação de cinco presidenciáveis: Ciro Gomes (PDT), o governador João Doria (PSDB-SP), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e os senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

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