PT decide apoiar candidato de Bolsonaro à presidência do Senado

Ana Paula Ramos
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Brazilian Federal Deputy Rodrigo Pacheco, the President of the Committee of Constitution and Justice where the report of the Federal Public Ministry against President Michel Temer will be analyzed, gestures during a session in the Lower House, at the National Congress, in Brasilia, Brazil on July 4, 2017.   / AFP PHOTO / EVARISTO SA        (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Senador Rodrigo Pacheco, candidato de Alcolumbre para a presidência do Senado, tem o apoio também do presidente Jair Bolsonaro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

A bancada do PT no Senado anunciou nesta segunda-feira (11) o apoio a Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência da Casa, na eleição que será disputada em fevereiro.

Pacheco é o candidato do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e conta com o apoio também do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) .

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Em nota, o partido afirmou que a decisão se deu por unanimidade e foi tomada considerando dois aspectos centrais: assegurar a independência do Poder Legislativo e propor uma agenda para superar a "gravíssima crise" que o país atravessa.

O senador Paulo Rocha (PT-PA) destaca que o partido decidiu pelo apoio ao único candidato que tem condições de vencer a disputa.

“Não temos número para lançar um candidato nosso, e o MDB não tem condições de vencer, porque está rachado".

"Mas isso não tira nossa posição político-ideológica, nem nossa oposição ao governo Bolsonaro", afirmou o petista.

O partido tem seis senadores na bancada.

Pacheco conta agora com o apoio de cinco partidos: DEM, PSD, PROS, Republicanos e PT, em um total de 28 votos. São necessários 41 votos para vencer a eleição.

Inicialmente, o líder do partido, senador Rogério Carvalho (PT-SE), já havia declarado apoio a Alcolumbre, em uma possível reeleição.

Em discurso no plenário, o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE) afirmou no ano passado: “Se eu puder e tiver a oportunidade de dar um voto a Vossa Excelência que eu não dei, darei com muito gosto. Sabe por quê? Porque eu acredito é na boa política e não na nova política fascista que quer dominar o Brasil”.

No entanto, chegaram a considerar o respeito ao critério da proporcionalidade, que prevê que o comando da Casa seja ocupado pelo partido de maior bancada - no caso o MDB.

Mas a aliança do PT com o MDB na Câmara prejudicou as negociações. Os petistas não querem que a legenda que capitaneou o impeachment de Dilma Roussef (PT) tenha o comando das duas Casas.

Além disso, o MDB ainda não definiu o nome de seu candidato. O partido liberou os possíveis concorrentes a conquistar votos de outras siglas. Quem conseguir reunir o maior número de votos seria o candidato da bancada.

O representante da legenda deve ser anunciado na sexta-feira, mas segundo aliados, ainda não há consenso no nome escolhido. Estariam na disputa Eduardo Braga (AM) e Simone Tebet (MS).

Tebet tem rejeição entre os petistas por ser apoiadora da Lava Jato.