Trump confirma que EUA tiveram contatos de alto nível com a Coreia do Norte

Miami (EUA), 17 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira que seu governo teve contatos diretos e "em níveis extremamente altos" com o regime do líder norte-coreano Kim Jong-un, com quem o líder deve reunir-se em maio ou junho.

"Começamos a falar com a Coreia do Norte diretamente, em níveis extremamente altos", afirmou Trump na presença do primeiro-ministro de Japão, Shinzo Abe, com quem se reuniu no seu clube privado de Mar-a-Lago, em Palm Beach (Flórida).

Trump e Kim devem protagonizar a primeira reunião na história dos EUA e da Coreia do Norte em maio ou junho, segundo disseram hoje funcionários americanos em um encontro com a imprensa.

O presidente americano, no entanto, precisou um pouco mais a data e disse que se reunirá com Kim "no início de junho ou antes disso, assumindo que tudo corra bem".

Ainda não está determinado onde acontecerá a reunião entre os dois líderes, embora seja possível que aconteça na militarizada fronteira entre as duas Coreias, já que esse será o cenário do encontro do próximo dia 27 de abril entre Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

"Existe uma grande oportunidade para resolver um problema mundial", destacou Trump em referência à sua futura reunião com Kim.

Por sua parte, após a reunião e em entrevista à imprensa, Abe felicitou Trump pelo diálogo com a Coreia do Norte e garantiu que "a postura" e "a convicção inquebrantável" do presidente americano provocaram uma "mudança importante" no comportamento de Pyongyang.

"Desde os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul, observamos uma mudança importante em relação ao comportamento da Coreia do Norte. E o cenário desta mudança é a convicção inquebrantável de Donald, assim como a determinação que demonstrou ao abordar o tema da Coreia do Norte", elogiou Abe.

A atual aproximação protagonizada inicialmente pelas duas Coreias começou, precisamente, durante os Jogos Olímpicos de Inverno realizados na cidade sul-coreana de PyeongChang.

Por enquanto, Coreia do Sul e China, aliado histórico da Coreia do Norte, assumiram o protagonismo prévio nas cúpulas previstas com Pyongyang, o que deixou Tóquio em segundo plano, onde o governo de Abe sempre se mostrou cético a respeito do diálogo com o Norte.

Por isso, durante seus encontros com Trump, Abe busca garantias de que os Estados Unidos levarão em conta a segurança do Japão quando se reunir com Kim. EFE