PT e PSB decidem candidatos únicos aos governos de Acre e Amapá

Os impasses entre PT e PSB por candidaturas no Acre e no Amapá foram resolvidos, de acordo com o presidente nacional pessebista, Carlos Siqueira. No Acre, o martelo foi batido pela candidatura de Jorge Viana (PT) ao Senado, enquanto Jenilson Leite (PSB) concorrerá ao governo. No Amapá, João Capeberibe (PSB) será candidato ao Senado, enquanto caberá ao PT a indicação do vice-candidato na chapa encabeçada por Lucas Abrahão (REDE), diz Siqueira. Lideranças dos dois partidos travam debates desde a última semana para alinhar candidaturas únicas em vários estados.

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Na prática, a articulação no Amapá fortalece o elo entre a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência e o senador Randolfe Rodrigues (REDE), padrinho da empreitada de Abrahão. Um dos principais entusiastas da dobradinha Lula-Alckmin, Randolfe ganha o apoio dos petistas e pessebistas para o governo do estado e concede o direito à escolha do vice — desta forma, ainda compõe um palanque para Lula. Para desatar os nós no Amapá, o PSB retirou a pré-candidatura ao governo da professora Piedade Videira. Além do vice de Lucas Abrahão, o PT também indicará o nome a uma das suplências de Capeberibe.

Ao GLOBO, Randolfe endossou as informações de Siqueira de que o PT fará as indicações a fim de compor um palanque sólido para Lula.

— Chegamos a este entendimento. O Lucas Abrahão terá o apoio de PSB e PT, o que me agrada muito. E, ao mesmo tempo, teremos um palanque verdadeiramente lulista no estado — comemorou.

O "quebra-cabeça" no Amapá também põe fim à uma dor de cabeça de Lula: o ex-presidente era contrário ao eventual apoio de seus correligionários no estado às candidaturas de Davi Alcolumbre (União) ao Senado e de Clécio Luis (Solidariedade) ao governo.

No Acre, o desfecho previsto

No Acre, a campanha com apoio mútuo entre PT e PSB teve o desfecho que já vinha se desenhando nos últimos dias. Jenilson Leite (PSB) será candidato ao governo e o Jorge Viana (PT) ao Senado. Na última semana, os dois políticos participaram de eventos juntos e reiteraram a importância de constituir um palanque para Lula no estado. Anteriormente, Viana flertava com a possibilidade de concorrer ao governo, embaralhando a disputa.

Os dois partidos ainda têm pendências a resolver em estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Pernambuco. Dirigentes das duas legendas devem bater o martelo em relação a estas candidaturas até o próximo dia 15.

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