PT e PSB decidem por união no RS, mas sem definição de candidato

Reunidas na tarde desta quarta-feira, as direções de PT e PSB no Rio Grande do Sul decidiram que os dois principais partidos da aliança nacional em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estarão juntos na disputa pelo governo do estado. No entanto, o impasse sobre quem ocupará a cabeça da chapa na eleição gaúcha persiste.

— A gente não terá duas candidaturas. Vai ser uma candidatura só — afirma Mário Bruck, presidente do PSB do Rio Grande do Sul.

O presidente do PT gaúcho, deputado Paulo Pimenta (RS), também disse que houve avanço nas conversas:

— Estou confiante de que estaremos juntos já no primeiro turno.

As duas legendas devem se reunir novamente na próxima semana para definir os critérios de escolha do candidato a governador. Os petistas querem o deputado estadual Edegar Pretto e o PSB, o ex-deputado Beto Albuquerque.

— Penso que a candidatura mais robusta é a do Beto porque tem capacidade de ampliar — defende Bruck.

Lideranças do PT gaúcho argumentam que, com a entrada do ex-governador Eduardo Leite (PSDB) na disputa, o campo do centro ficou congestionado, e haveria espaço para um candidato com perfil mais de esquerda como Edegar.

Ao responder sobre qual será a solução caso o impasse permaneça, o presidente do PSB afirma que, neste caso, caberá às direções nacionais das duas siglas decidirem.

Bruck acredita que a aliança entre PT e PSB, que já conta com os apoios do PV e do PCdoB, que fazem parte da federação liderada pelos petistas, poderia atrair também o PDT, que lançou a pré-candidatura do ex-deputado Vieira da Cunha.

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