PT está na rua há meses contra Bolsonaro, mas não vai apenas aderir a protestos, diz Gleisi Hoffmann

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 19.11.2019 - A presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), durante entrevista à Folha,em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1911191424646174
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 19.11.2019 - A presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), durante entrevista à Folha,em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1911191424646174

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirma que o partido está nas ruas contra Jair Bolsonaro há vários meses e não precisa ser convencido a participar de atos que pedem a saída do mandatário do cargo.

Na quarta (15), por exemplo, ela participará de uma reunião com representantes de mais nove legendas para organizar atos contra o presidente que devem ocorrer no começo de outubro.

A discussão sobre o papel do PT nas manifestações foi provocada pelo fato de o partido não ter estimulado sua militância para comparecer ao ato do domingo (12) contra o presidente, que foi liderado pelo MBL e pelo Vem Pra Rua.

Na primeira chamada, os movimentos, que são de direita, defenderam a bandeira "nem Lula nem Bolsonaro".

Na última hora, a referência ao petista foi subtraída. Mas o recuo não foi suficiente para que o PT aderisse à manifestação.

Depois do ato, alguns líderes de centro-esquerda afirmaram que fariam uma investida para atrair o PT para os próximos protestos, segundo informação da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Gleisi Hoffmann afirma que o partido, além de já estar ajudando a organizar a próxima manifestação, sempre esteve mobilizado —antes mesmo do 7 de setembro estrelado por Bolsonaro.

Ela lista quatro atos que o partido ajudou a organizar, em 29 de maio, 2 de junho, 3 de julho e 24 de julho.

Além disso, o PT apoiou o "Grito dos Excluídos", que levou pessoas às ruas no dia 7 de setembro.

A petista afirma ainda que "unidade não se improvisa, nem se impõe", mas se constrói com diálogo em torno de uma pauta comum –o que obviamente não era o caso da bandeira "nem Lula nem Bolsonaro" levantada inicialmente pelo MBL e pelo Vem Pra Rua.

Sobre a manifestação do domingo (12), ela afirma que "os atos ficaram aquém do que queriam os organizadores".

"Um ato leva tempo pra organizar. Tem de ter chamada unificada desde o início. Não se mobiliza em 48 horas. É uma construção de pauta e ativismo. Achamos que todos os atos contra Bolsonaro são válidos, ele não está com o campo democrático. Mas para ter unidade é preciso a construção conjunta, não a adesão", afirma ela.

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