PT expõe métodos de tortura de amigo de Bolsonaro em propaganda eleitoral

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A campanha de Fernando Haddad (PT) decidiu utilizar em sua propaganda eleitoral depoimento de pessoas que sofreram tortura durante Ditadura Militar e atacar Jair Bolsonaro (PSL).

O candidato do PSL já defendeu mais de uma vez a tortura e chegou a homenagear o torturador Carlos Brilhante Ustra —de quem foi amigo conforme discurso na Câmara dos Deputados— em discurso na Câmara em 2016. Na ocasião era votado o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Ustra foi um dos personagens mais infames da Ditadura Militar.

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O vídeo do PT começa citando Steve Bannon — um dos cérebros por trás da campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump— como um aliado da campanha de Bolsonaro. Bannon é apontado como um personagem central em manipulações eleitorais pelo mundo.

Em outro momento, o vídeo também exibe cenas de tortura que são parte do filme Batismo de Sangue, de 2007. Os métodos de torturas aplicadas por militares são descritos por pessoas que foram vítimas dos militares. “Eles colocam muitos fios elétricos descascados dentro da vagina, colocam dentro do ânus. Você grita de dor”, lembra Amelinha Teles, militante que foi presa e torturada nas dependências do DOI-CODI.

Ditadura nunca mais. Tortura nunca mais. #DitaduraNuncaMais pic.twitter.com/7FK7yuwiWj

— Fernando Haddad 13 (@Haddad_Fernando) 16 de outubro de 2018

O vídeo da campanha petista também lembra casos de violência e agressões promovidas por eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) e, ao final, estampa a frase: “Bolsonaro, quem conhece a verdade não vota nele”.