PT ganha fôlego com disputa sobre Lula e lança estratégia para mobilizar militância

Débora Melo
O ex-presidente Lula e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

A guerra judicial iniciada no fim de semana em torno da libertação de Luiz Inácio Lula da Silva renovou o ânimo da militância e dos caciques petistas, que enxergam no episódio uma oportunidade de levar adiante, e com mais força, a tese de que o ex-presidente é preso político.

No domingo (8), o desembargador Rogério Favreto, plantonista do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), acolheu um pedido de habeas corpus apresentado por deputados do PT e deu ordem para que Lula fosse solto. Após idas e vindas da Justiça, o petista continua preso. Naquele dia, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e os arredores da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso, foram tomados pela militância.

Novos atos já são convocados pelo PT em todo o País, com início nesta sexta-feira (13).

No próximo dia 18, data em que Nelson Mandela completaria 100 anos, o partido promete fazer em Curitiba um protesto para marcar os 100 dias de prisão do petista. Ícone da luta contra o apartheid na África do Sul, Mandela foi preso político e, após 27 anos no cárcere, foi eleito presidente e governou o país de 1994 a 1999.

Também faz parte da estratégia do partido para as eleições 2018 o lançamento de um programa com 13 pontos para, que está sendo elaborado pelo ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro Fernando Haddad, coordenador do plano de governo petista.

"É uma campanha de mobilização. Faremos também o encontro nacional do PT para a escolha de Lula [como candidato] no dia 4 de agosto e uma marcha em Brasília para o registro da candidatura, no dia 15", disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).

Expectativa com habeas corpus a favor de Lula reacendeu a militância do PT em Curitiba, no domingo (8).

A Lei da Ficha Limpa barra a candidatura de condenados em segunda instância, e Lula responde por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP), com condenação já confirmada pelo TRF-4.

Ao insistir na candidatura de Lula, o PT aposta que pode reverter ou suspender a inelegibilidade.

Mesmo preso, o ex-presidente

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