PT lidera preferência partidária de eleitores, diz Datafolha

Cassiano Rosário/Futura Press

O PT foi o partido político de maior predileção entre o eleitorado segundo a última pesquisa do Datafolha, divulgada na noite desta segunda-feira (10). O levantamento mostra que 21% dos entrevistados citaram a sigla quando indagados sobre qual o seu partido de preferência; no entanto, 58% das pessoas não demonstraram apreço por nenhuma das 35 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apesar do clamor por renovação nas ruas, os partidos tradicionais e que representam maioria no Congresso Nacional ainda mantém a preferência dos eleitores: atrás do PT, no levantamento, seguem PSDB (3%) e MDB (2%).

Outras das siglas mais citadas possuem presidenciáveis bem posicionados nas pesquisas. É o caso do PSL (com 2%), do candidato Jair Bolsonaro (pontuou 24% na mesma enquete), e o PDT (com 1%) de Ciro Gomes (o candidato atingiu 13%); ambos os postulantes ao Planalto ocupam as primeiras colocações do Datafolha desta semana.

Embora não tenha obtido um percentual a nível nacional, o Partido Novo, do presidenciável João Amoêdo, atingiu 1% dos eleitores nas regiões sul e sudeste do país.

Confira os partidos de preferência dos eleitores divididos por regiões:

Sudeste: Não tem (60%); PT (15%); PSDB (3%); MDB (2%); PSL(3%); PDT(1%); PSOL(1%)

Sul: Não tem (64%); PT (17%); MDB (5%); PSDB (2%); PSL(1%); PDT(1%)

Nordeste: Não tem (51%); PT (29%); PSDB (2%); MDB (1%); PSL(2%); PDT(1%)

Centro-Oeste: Não tem (61%); PT (19%); MDB (5%); PSDB (4%); PSL(2%); PSOL(1%)

Norte: Não tem (53%); PT (27%); MDB (5%); PSDB (3%); PSL(2%); PDT(1%); PSOL(1%)

Neste levantamento, o Datafolha ouviu 2.804 eleitores em 197 municípios espalhados pelo Brasil no dia 10 de setembro, quatro dias após o atentado contra Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). De acordo com a própria pesquisa, o cenário reflete tanto o ataque ao candidato do PSL, quanto a cassação da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo TSE ao fim de agosto. No entanto, a enquete foi realizada antes do petista Fernando Haddad ser oficializado o presidenciável do partido no lugar de Lula.