PT de Lula anuncia apoio a Marília Arraes no segundo turno em Pernambuco

Segundo turno: Marília Arraes terá apoio de Lula durante campanha para o governo de Pernambuco - Foto: Redes Sociais
Segundo turno: Marília Arraes terá apoio de Lula durante campanha para o governo de Pernambuco - Foto: Redes Sociais

O Partido dos Trabalhadores anunciou nesta sexta-feira (7), que Marília Arraes (Solidariedade) será a candidata apoiada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa pelo governo de Pernambuco.

A corrida eleitoral será definida entre e Raquel Lyra (PSDB). Elas obtiveram 23,97% e 20,58% dos votos no primeiro turno, respectivamente.

Arraes já foi filiada à sigla petista e a deixou justamente para concorrer ao executivo estadual. Na primeira fase do pleito, Lula apoiou Danilo Cabral (PSB), que terminou o último domingo (2) em quarto lugar, com 18,06% dos votos.

A notícia sobre o apoio do ex-presidente foi dada pelo senador Humberto Costa (PT). O congressista explicou que Lula foi questionado pelo diretório estadual sobre o posicionamento do segundo turno e teria dito que o melhor seria seguir com Arraes.

“Na medida em que o presidente externou que o melhor em Pernambuco é Marília, ele também manifestou o seu apoio", declarou, segundo informações do portal G1 Pernambuco.

Em nota, o PSB afirmou que decidiu seguir o posicionamento de Lula. "Em Pernambuco, defendemos e indicamos, no segundo turno das eleições para o Governo do Estado, a candidatura que for apoiada pelo presidente Lula e que simbolize esses valores". O texto é assinado por Sileno Guedes, presidente do diretório estadual.

Já Raquel Lyra é apoiada por lideranças do MDB, como o presidente estadual da legenda, Raul Henry, e o senador Jarbas Vasconcelos.

Durante a campanha ainda de primeiro turno, Arraes chegou a utilizar a imagem de Lula para pedir votos, o que foi permitido pela coligação do Solidariedade com o PT na disputa presidencial.

A candidata foi filiada ao PT por seis anos e chegou a ser anunciada pelo diretório estadual como candidata ao Senado. Contudo, ela deixou a legenda para concorrer ao governo do Estado. Para a decisão,também foram consideradas controvérsias na relação com o partido e a coligação da sigla de Lula com o PSB.

Em 2018, Marilia já era cogitada para concorrer ao executivo estadual, mas o PT deu preferência à reeleição de Paulo Câmara (PSB). Ela então foi eleita deputada federal com a segunda maior votação.

O primo dela, João Campos (PSB), ficou em primeiro. Os dois protagonizaram um racha entre os partidos em 2020, quando disputaram a prefeitura de Recife.

A campanha foi marcada por ofensas e decisões judiciais e João, que tinha 27 anos na época, venceu a disputa em segundo turno.

Marília acusou o PT de tentar inviabilizar politicamente a campanha dela naquele pleito.

Quando foi anunciada como cotada para o Senado, ela disse ter o nome utilizado como”massa de manobra” e deixou o partido.