PT mantém apoio a Freixo, mas exclui Molon de palanques de Lula no Rio

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Lula e Freixo participam de evento de pré-campanha no Rio de Janeiro
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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - A Executiva do PT anunciou nesta sexta-feira que o partido mantém o apoio à candidatura de Marcelo Freixo (PSB) no Rio de Janeiro, apesar da crise causada pela candidatura ao Senado do deputado federal Alessandro Molon (PSB), em oposição ao acordo que colocou o petista André Ceciliano na disputa pelo mesmo cargo, e a tentativa do PT do Rio de romper a aliança.

"A Comissão Executiva Nacional do PT confirma o apoio à chapa Marcelo Freixo (PSB) para governador e André Ceciliano (PT) para senador no Rio de Janeiro. Com Lula e Alckmin vamos juntos reconstruir nosso Brasil", escreveu a presidente do PT, Gleisi Hoffman, em sua conta no Twitter.

A executiva do partido, no entanto, afirma que o palanque de Lula no Rio terá Freixo e Ceciliano, e não Molon, e o socialista não terá o apoio para sua campanha.

A crise no Rio de Janeiro ultrapassou as divisas do Estado e ameaçava se tornar uma crise nacional na aliança entre PT e PSB, e só foi sanada com a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter o apoio a Freixo --dado antes mesmo da aliança com o PSB ser fechada--, em um recado claro ao PT do Rio.

Freixo migrou do PSOL para o PSB, em uma costura de Lula, para ampliar sua base de apoios e poder concorrer ao governo do Rio de Janeiro. O apoio, no entanto, nunca foi bem digerido pelo PT fluminense, que aceitou a aliança com a promessa de que o candidato ao Senado na chapa seria o deputado estadual André Ceciliano.

No entanto, a recusa de Molon em retirar sua candidatura ao Senado --homologada pela convenção estadual do PSB no Rio-- quase implodiu o acordo. De acordo com uma fonte que acompanhou as negociações, em uma reunião o PT ameaçou não se empenhar na candidatura de Danilo Coelho (PSB) ao governo de Pernambuco se o partido não resolvesse a questão do Rio.

Parte da Executiva do PSB chegou a propor uma intervenção no diretório do Rio, mas o presidente da sigla, Carlos Siqueira, alegou que uma solução radical poderia levar à judicialização e ameaçar a própria candidatura de Freixo.

O partido optou por retirar o apoio financeiro a Molon, em uma resposta ao PT. Ainda assim, melhor colocado nas pesquisas do que Ceciliano, e com apoio do partido no Estado, Molon mantém sua decisão e vai concorrer como candidato avulso, o que foi permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A retirada dos recursos chegou com um recado ao PT de que o partido fez tudo que podia e não poderia ir adiante sob o risco de colocar sob judice toda a candidatura no Rio de Janeiro.

Esta semana, o PT do Rio chegou a propor que se rompesse a aliança no Estado e liberasse os membros para apoiar quem quisesse, mas a ideia foi vetada pela Executiva nacional.

Na disputa nacional, para a Presidência da República, além da federação formada por PT-PCdoB e PV, Lula conseguiu o apoio formal de PSB --do vice Geraldo Alckmin--, PSOL, Rede, Solidariedade e Avante --que tinha o deputado André Janones como candidato, mas que desistiu para apoiar o ex-presidente.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Alexandre Caverni)

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