PT mantém diálogo com MDB e PSD e planeja aproximação a outros partidos

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, se reuniu com representantes de PV, PSOL, Solidariedade, Rede, PCdoB e PSB (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Gleisi Hoffmann, presidente do PT, se reuniu com representantes de PV, PSOL, Solidariedade, Rede, PCdoB e PSB (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Resumo da notícia

  • Nesta segunda, presidente do PT se reuniu com representantes dos seis outros partidos da aliança

  • Gleisi Hoffmann afirmou que conversas com o PSD e com o MDB continuam

  • Presidente do PT negou que haja pressão do partido em cima do PDT para que Ciro desista da candidatura

Nesta segunda-feira (23), os partidos que estão na chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) se reuniram em São Paulo. Durante a tarde, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, esteve com os representantes de PSOL, Solidariedade, PV, PCdoB, PSB e Rede e deu uma entrevista coletiva. No pronunciamento, Gleisi afirmou que os sete partidos mantem diálogo com outras duas legendas: MDB e PSD.

“Está todo mundo convencido de que precisamos aumentar esse movimento. É uma luta história da democracia contra o autoritarismo, da civilidade contra a incivilidade, e a gente tem grande responsabilidade na condução desse processo”, explicou a presidente do PT.

Segundo Gleisi Hoffmann, o diálogo com o PSD acontece diretamente com Gilberto Kassab, presidente do partido, enquanto no MDB, o diálogo é com lideranças regionais. No entanto, a petista ressaltou que é importante respeitar a candidatura de Simone Tebet (MDB).

“Temos conversado muito com o PSD e também com o MDB. No PSD, estamos conversando muito com o Kassab diretamente para fazer as composições e fechar nos estados. Não sei se é possível fechar no primeiro turno nacionalmente, Kassab tem dito que tem dificuldade por conta da dinâmica do PSD nos estados, mas a gente nunca perde a esperança”, explicou.

“MDB também a gente tem conversado, acho que também é o mesmo problema. O MDB também é um partido que é muito por estado o movimento que eles fazem, mas o MDB do Nordeste, por exemplo, tem muita simpatia pela candidatura do ex-presidente Lula, mas eles têm uma candidata, que é a Simone Tebet. A gente também respeita. Precisamos ver como eles encaminham a definição.”

O movimento “Juntos pelo Brasil”, formado pelos sete partidos, ainda pretende conversar com o Avante, cujo pré-candidato é André Janones, e com o PROS, que apresentou o coach Pablo Marçal como presidenciável. “Nós estamos conversando com partidos, queremos conversar com o Avante, com o PROS, queremos conversar com outros partidos que ainda não tiveram oportunidade. Vamos fazer um esforço conjunto”, disse Gleisi.

O encontro aconteceu pela manhã e continuará ao longo da tarde. Na primeira parte os partidos fizeram uma “avaliação política em cima de dados e pesquisas”, segundo Gleisi Hoffmann. Durante a tarde, o objetivo é realizar uma reunião de cunho organizacional, para encaminhar plano de governo e estratégias de comunicação e de construção de agendas dos candidatos, Lula e Alckmin, além de organizar as finanças da pré-campanha.

Tentativa de aproximar Ciro e Doria

Gleisi Hoffmann foi questionada sobre a ideia de se aproximar tanto de Ciro Gomes (PDT) quanto de João Doria (PSDB), que abriu mão da candidatura nesta segunda-feira. Ela negou que o PT esteja pressionando o PDT pela desistência de Ciro e afirmou que os partidos da aliança ainda não debateram sobre a desistência do tucano.

“Primeiro dizer que temos que ter respeito com a candidatura alheia, andaram dizendo que o PT estava pressionando o PDT – não é verdade. Não tem nenhuma pressão da nossa parte. Eu não tenho falado com o Lupi, não tem da nossa parte pressão. A gente respeita muito a legitimidade dos partidos de apresentarem candidaturas. Obviamente que nós gostaríamos de ter o PDT nesse campo, é um partido que sempre teve posições muito parecidas, mas respeitamos. Eu não sei se a candidatura do Ciro vai continuar até o fim ou não, mas nós vamos respeitar.”

Ao mesmo tempo, a presidente do PT afirmou que, caso Ciro não leve a candidatura à frente, imagina que parte dos votos mudaria para Lula. “É um voto mais desse campo político aqui”, disse.

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