PT oficializa candidatura de Haddad ao Governo de SP

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São Paulo, SP, BRASIL, 23-07-2022: Convenção da Federação Brasil da Esperança, no Auditório Franco Montoro na Alesp, neste sábado, com o candidato Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Marcio França. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
São Paulo, SP, BRASIL, 23-07-2022: Convenção da Federação Brasil da Esperança, no Auditório Franco Montoro na Alesp, neste sábado, com o candidato Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Marcio França. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Partido dos Trabalhadores aprovou a candidatura do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo nas eleições de outubro em convenção estadual realizada na manhã deste sábado (23), em um auditório da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

Houve duas abstenções de membros da executiva estadual do PT durante a votação.

A legenda também aprovou a coligação com o PSB, oficializando o ex-governador Márcio França (PSB) como candidato à vaga ao Senado na chapa majoritária, e homologou seus candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia.

O PT delegou ainda à executiva estadual da federação que reúne PT, PC do B e PV demais encaminhamentos relacionados à chapa e eventuais alianças.

Em seguida, na convenção da federação, os partidos também oficializaram o nome de Haddad para o governo e de França ao Senado. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), que será vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, participa do ato.

​O PT ainda não anunciou quem será vice de Haddad. Ao Senado, concorrerá Márcio França, que abriu mão de disputar o Palácio dos Bandeirantes para não fragmentar o voto da esquerda.

Na avaliação de petistas que atuarão na campanha de Haddad, a vaga da vice pode contribuir para passar a imagem de uma candidatura para além da esquerda e para conquistar uma parcela mais conservadora do eleitorado —e por isso avaliam que o melhor seria um candidato com perfil mais ao centro.

Estão cotados para vice do ex-prefeito nomes como a ex-ministra Marina Silva (Rede), que tem a predileção de Haddad segundo aliados do petista, e o ex-prefeito de Campinas Jonas Donizette (PSB).

Marina declarou apoio a Haddad em evento em São Paulo em junho. A ex-ministra, no entanto, já anunciou a sua pré-candidatura como deputada federal em São Paulo e é considerada pela Rede como uma potencial puxadora de votos.

O PSOL, que se diz excluído da negociação sobre a formação da chapa majoritária de Haddad, ameaça lançar um candidato ao Senado. PSOL e Rede formam uma federação.

A conferência eleitoral e convenção do PSOL em São Paulo estão marcadas para o próximo dia 30, em São Paulo.

Em discurso neste sábado, Alckmin afirmou que o Brasil precisa resgatar um governo que seja comprometido com a democracia e que seja solidário e que a eleição nacional passa por São Paulo. "São Paulo é caixa de ressonância. O que acontece aqui ressoa no Brasil inteiro."

"Temos na chapa um ex-presidente da República que governou duas vezes, um ex-prefeito da capital e dois ex-governadores. Nós conhecemos São Paulo e São Paulo nos conhece. Vamos juntos por São Paulo e pelo Brasil."

França disse que uma vitória expressiva de Lula no estado pode contribuir para a eleição do petista no primeiro turno. "Seria uma grande resposta de rebeldia do povo brasileiro fechar a eleição no primeiro turno, para dizer ao presidente Jair que o que ele fez não é aprovado pela maioria."

O ex-governador ainda teceu elogios a Haddad. "Confiamos em tudo o que o Haddad representa. A parte técnica, a humana, a sensibilidade e, principalmente, a lealdade."

Em seu discurso, Haddad resgatou momentos na história em que adversários políticos se uniram em torno de uma candidatura ou de uma causa, abordou mais enfaticamente a questão nacional, afirmou que o Brasil está correndo risco nos dias de hoje e criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Bolsonaro não só representa a ditadura militar, ele representa o pior dela. Ele conspira dia e noite contra a nossa democracia e a nossa liberdade", disse.

"São Paulo e Brasil vão dar as mãos, fazer uma nova revolução democrática. Essa união [da chapa] tem esse espírito", afirmou.

Em sua fala, Haddad não fez menções aos seus adversários na disputa ao Palácio dos Bandeirantes nem citou as gestões anteriores do Governo de SP.

Após a convenção, Haddad falou brevemente à imprensa. Ao ser questionado sobre as candidaturas adversárias do ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do atual governador do estado, Rodrigo Garcia (PSDB), o ex-prefeito, sem citar os nomes dos candidatos, relacionou as duas candidaturas a um projeto ligado ao autoritarismo.

"Na hora certa, vou debater com os meus adversários os temas de São Paulo. Mas fazendo reserva em relação a essa aproximação de dois candidatos com esse projeto autoritário representado pelo governo federal."

Ele disse ainda que espera que a escolha de seu vice seja resolvida até a próxima semana e que essa questão está sendo discutida com os partidos que compõem a coligação.

O ex-prefeito também afirmou que, caso seja eleito, seu governo será "plural e representativo da diversidade paulista". Ele disse ainda que pediu para que sua equipe concluísse a elaboração de um plano de governo com meta específica sobre paridade de gênero no secretariado —mas não entrou em detalhes sobre qual seria esse número.

Além da definição da vice, Haddad afirmou que nos próximos dias serão incorporadas sugestões dos partidos da coligação ao plano de governo para, então, "rodarmos o estado". "Vamos fazer uma bela campanha propositiva, não vamos aceitar provocação e nenhum tipo de violência."

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada em junho, mostra Haddad com 34%, e Tarcísio e Rodrigo empatados com 13% das intenções de voto.

Na quinta (21), na convenção nacional do partido, o PT aprovou por unanimidade o nome do ex-presidente Lula à Presidência e o de Alckmin para a vice na chapa nas eleições.

Conforme o jornal Folha de S.Paulo publicou, o comando do PT constatou uma ofensiva do bolsonarismo em São Paulo e por isso Lula deverá fazer agendas com Haddad, Alckmin e França pelo estado.

Até a primeira quinzena de agosto estão sendo costuradas agendas de Lula em São Paulo, como um ato na USP (Universidade de São Paulo) e outro na região de Osasco.

Um ato na Baixada Santista também está sendo organizado pela equipe de Haddad. Ele deverá ser acompanhado de França e de Alckmin nas agendas.

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