PT pede ao TSE que Damares remova vídeo que associa Lula ao crack

Nas redes, Damares afirmou que cartilha de redução de danos elaborada nos governos do PT e de Lula seriam para
Nas redes, Damares afirmou que cartilha de redução de danos elaborada nos governos do PT e de Lula seriam para "ensinar os jovens" a usar crack. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) moveu ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a remoção de um vídeo em que a ex-ministra Damares Alves (Republicanos) afirma que uma cartilha teria sido elaborada durante os governos petistas para ensinar jovens a usar crack.

“Eles usavam muitas cartilhas e essas cartilhas eram absurdas. Na verdade, as cartilhas ensinavam como usar drogas. Eles ensinavam a usar crack", diz Damares sobre Lula no vídeo.

A sigla também cobra que a ex-ministra seja condenada por crime de propaganda eleitoral extemporânea negativa.

Segundo a equipe de Lula, “os impactos negativos das publicações em comento restam evidenciados, uma vez que possuem conteúdo eleitoreiro e são compartilhados na internet, alcançando um número inestimável de eleitores brasileiros”.

Com isso, o material da ex-ministra de Bolsonaro acaba “violando o direito de voto livre e automaticamente a democracia, o que torna urgente medida judicial para cessar os danos", diz o PT.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

A ação movida pelos advogados da campanha explica que a cartilha não trazia orientações destinadas a incentivar o uso de drogas ilícitas, mas medidas para a redução de danos à saúde para aqueles que não querem ou não conseguem parar de usar drogas.

Segundo os advogados Cristiano Zanin e Eugênio Aragão, que representam o candidato petista, “O perigo do dano encontra-se na perpetuação de desinformações que maculam a lisura do processo eleitoral”.

O ministro Raul Araújo é o responsável por enviar a ação do PT para o Ministério Público Eleitoral antes de definir se a ação será ou não acatada. Ele já determinou a remoção de um vídeo em que Lula xinga Bolsonaro de genocida e proibiu atos políticos no festival Lollapalooza.

Na última semana, o magistrado negou um pedido do PL para exclusão de um vídeo em que Lula aparecia chamando Bolsonaro de mentiroso e covarde.