PT pode colocar PSDB para compor novo governo Lula

Novo governo de Lula pode ter o PSDB (REUTERS/Mariana Greif)
Novo governo de Lula pode ter o PSDB (REUTERS/Mariana Greif)

O Partido dos Trabalhadores cogita convidar integrantes do PSDB para compor a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, que assume a presidência da República em 1º de janeiro de 2023. A sigla é adversária histórica do petista e optou pela neutralidade no segundo turno. Contudo, diversos tucanos declararam voto no então candidato, nomes de peso como o senador cearense Tasso Jereissati e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Interlocutores do partido dizem haver membros contrários e a favor da composição. O parlamentar cearense seria um dos cotados para assumir um dos cargos. O senador optou por não buscar reeleição neste ano. As informações são do portal UOL que buscou Jereissati e o PSDB. Ambos responderam que ainda não estão participando de nenhuma conversa.

O PT terá que organizar a gestão entre mais de uma dezena de partidos, incluindo os que integraram a coligação e apoios que chegaram depois, como os do PSD e do PDT.Nesse contexto, alguns membros defendem integrar ainda o Cidadania, que declarou apoio informal a Lula, e do PSDB. As duas agremiações estiveram com Simone Tebet (MDB) no primeiro turno. A senadora, por sua vez, embarcou na campanha petista na segunda etapa do pleito e deverá ocupar um cargo de peso.

Os favoráveis ao convite para tucanos defendem que a decisão fortaleceria a ideia de um governo de coalização. A sigla perdeu tamanho no Congresso nos últimos anos, mas segue com três senadores eleitos e apoio de uma parcela da população de centro-direita, mais moderada que a extrema-direita. Apoio que seriam bem-vindo ao governo petista.

Quem é contra a aliança argumenta que a frente não precisa ser tão ampla assim. Convidar os partidos e lideranças que estiveram ao lado de Lula no segundo turno já formaria um grupo ministerial forte o suficiente e com boa interlocução no Congresso, avaliam.

Essa ala defende que seria ‘um tiro no pé’ agregar um partido que votou com o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o mandato e ainda teve lideranças o apoiando na corrida eleitoral.

Todavia, nada foi acertado. Nesta terça-feira (1º) a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann afirmou que nenhum nome de ministro foi levantado ainda, já que o presidente eleito está descansando na Bahia. A líder petista apontou que todas as decisões deverão passar por debate entre as agremiações aliadas.