Temendo 'Moro 2.0', PT resiste a entregar Ministério a Tebet; Entenda o impasse

Cotada para assumir ministério desde o segundo turno, Simone Tebet enfrenta resistência dentro de algumas alas do PT - Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
Cotada para assumir ministério desde o segundo turno, Simone Tebet enfrenta resistência dentro de algumas alas do PT - Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
  • Membros do PT resistem em indicar Simone Tebet para ministério de Lula por caráter independente da senadora;

  • Ex-candidata à Presidência apoiou o petista no segundo turno e entrou de cabeça na campanha;

  • Petistas temem que Tebet se torne uma nova versão de Moro, que deixou o governo Bolsonaro acusando o presidente de crime de responsabilidade.

Membros do Partido dos Trabalhadores apresentam resistência em indicar a senadora Simone Tebet (MDB) para ocupar um dos ministérios do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente eleito.

Mesmo sendo uma das principais cotadas, a emedebista é vista por muitos como independente da base petista e que pode se tornar uma nova versão do “Sérgio Moro de Lula”. As informações são do site Poder 360.

O senador eleito foi ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro (PT), mas deixou a gestão acusando o mandatário de tentar interferir nas investigações da Polícia Federal. Depois disso, o também ex-juiz federal foi cotado para disputar a presidência da República.

Tebet disputou a presidência neste ano e saiu no primeiro turno como a terceira colocada na disputa, desbancando o vetereno nas eleições presidenciais, Ciro Gomes (PDT), que ficou em quarto.

Na segunda etapa do pleito, ela declarou apoio e participou da campanha petista, tendo colocado como condição para isso a entrada de propostas dela no programa de governo de Lula.

Atualmente, Tebet é a coordenadora de desenvolvimento social da transição de governo. No grupo, ela trata diretamente de temas como o combate à pobreza e à fome no Brasil. Além disso, é a responsável pelo Auxílio Brasil, a ser retomado na gestão Lula como Bolsa Família e que foi uma das principais bandeiras da campanha petista.

Segundo o Poder360, a chance de Tebet ser ministra é entrando como representante do MDB. Contudo, de acordo com o site, a sigla não deve tomar essa iniciativa.