Putin diz que crítico Navalny não é digno de envenenamento e alega difamação dos EUA

Andrew Osborn e Gabrielle Tétrault-Farber
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Alexei Navalny em Moscou

Por Andrew Osborn e Gabrielle Tétrault-Farber

MOSCOU (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, disse que reportagens segundo as quais agentes da segurança estatal russa envenenaram o político opositor Alexei Navalny são parte de um complô apoiado pelos Estados Unidos para desacreditá-lo, dizendo que Navalny não é importante o suficiente para ser um alvo.

Navalny, um dos maiores críticos de Putin, foi levado de avião à Alemanha em agosto depois de desmaiar em um voo doméstico. Exames de laboratório de três países europeus, confirmados pela agência global de vigilância de armas químicas, determinaram que ele foi envenenado com um agente nervoso Novichok de estilo soviético, mas a Rússia o nega e diz que ainda não recebeu nenhuma prova.

Citando registros de voo e dados de geolocalização de celulares, o site investigativo Bellingcat e o veículo de mídia russo The Insider publicaram na segunda-feira resultados de uma investigação conjunta realizada em cooperação com o semanário Der Spiegel e a rede CNN.

A investigação, que Navalny endossou, disse que identificou uma equipe de assassinos do serviço de segurança russo FBS que o vigiou durante anos e mencionou os agentes de inteligência e laboratórios de venenos que disse estarem por trás da operação.

Putin refutou a investigação nesta quinta-feira, dizendo que ela é fruto de informações fornecidas por serviços de inteligência dos EUA.

"É um truque para atacar os líderes (da Rússia)", disse ele em sua coletiva de imprensa anual.

(Reportagem adicional de Vladimir Soldatkin e Olesya Astakhova)