Putin e Erdogan se comprometem a melhorar relações após aumento das tensões

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(Arquivo) Os presidentes turco, Recep Tayyip Erdogan (dir.), e russo, Vladimir Putin (esq.), durante encontro em Sochi, Rússia, em 29 de setembro de 2021 (AFP/Mustafa KAMACI)
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  • Recep Tayyip Erdoğan
    Recep Tayyip Erdoğan
    Presidente da Turquia

Os presidentes de Rússia, Vladimir Putin, e Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se comprometeram neste domingo (2) a melhorar as relações durante um telefonema, após o aumento das tensões em torno da Ucrânia, segundo informaram os escritórios dos dois chefes de Estado.

Putin e Erdogan "trocaram cumprimentos de Ano Novo, resumiram os principais resultados da cooperação bilateral e confirmaram o desejo de intensificar ainda mais a associação mutuamente benéfica entre Rússia e Turquia", afirmou o Kremlin em um comunicado sobre a conversa entre os líderes.

O gabinete de Erdogan disse, por sua vez, que as duas partes "discutiram os passos para melhorar as relações turco-russas" e reiteraram o desejo de desenvolver a cooperação "em todos os campos".

A Turquia, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 1952, provocou protestos da Rússia ao fornecer à Ucrânia drones de combate que Moscou teme que possam ser utilizados pelas forças estatais ucranianas no conflito com os separatistas do Donbass, no leste do país.

No mês passado, Putin criticou a Ucrânia por usar aeronaves não tripuladas fabricadas pela Turquia no conflito com os separatistas pró-Rússia.

A Turquia, por sua vez, rejeita qualquer culpa pelo fato de a Ucrânia usar drones turcos. Ancara argumenta que, se um Estado compra um armamento turco, este deixa de ser da Turquia e passa a pertencer ao país comprador.

O ministro de Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, instou na semana passada a Rússia a abandonar suas demandas "unilaterais" e a adotar um enfoque mais construtivo em seu enfrentamento com as potências ocidentais e a Otan sobre a Ucrânia.

A Rússia quer que a Otan lhe ofereça uma garantia de segurança e que seus efetivos retornem às posições que ocupavam antes da onda de expansão rumo ao leste, iniciada após a dissolução da União Soviética.

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