Casa Branca volta a garantir que Assad ordenou ataques químicos

Washington, 14 abr (EFE).- Poucas horas depois de Estados Unidos, França e Reino Unido realizarem um bombardeio na Síria em represália ao suposto uso de armas químicas por parte do governo do país árabe contra a população civil, a Casa Branca voltou a garantir que o regime de Bashar al Assad estava por trás do ataque ilegal do último fim de semana em Duma.

"Os Estados Unidos asseguram com confiança que o regime sírio usou armas químicas na cidade de Duma, a leste de Damasco, no dia 7 de abril, matando dezenas de homens, mulheres e crianças e ferindo gravemente centenas de outras pessoas", afirmou a Casa Branca em comunicado.

Esta certeza se deve, segundo a nota, a "múltiplos" relatórios jornalísticos, vídeos e imagens que mostram, por exemplo, duas das bombas usadas em Duma.

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que as dezenas de pessoas mortas em Duma tinham "sintomas relacionados com uma exposição a químicos altamente tóxicos".

No entanto, cabe ressaltar que ainda não houve uma investigação de campo sobre o caso por parte dos inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), que tinham manifestado a intenção de começar seus trabalhos na próxima semana.

"Nossas informações são consistentes e foram corroboradas por múltiplas fontes. Estas armas químicas foram usadas como parte de uma ofensiva que durou semanas contra este enclave densamente povoado da oposição", argumenta o comunicado.

A porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Dana White, falou hoje em "padrão no uso de armas químicas por parte do regime de Assad" e advertiu que este tipo de ação "ultrapassa" todos os limites.

EUA, França e Reino Unido realizaram na madrugada de sexta-feira para sábado um ataque a instalações do programa sírio de desenvolvimento de armas químicas, no qual 105 mísseis destruíram, segundo o Pentágono, um centro de pesquisas próximo a Damasco e um centro de armazenamento e um bunker em Him Shinshar, na província de Homs. EFE