Putin pede aos BRICS uma produção em larga escala de vacinas russas contra covid-19

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O presidente russo Vladimir Putin na residência oficial de Novo-Ogaryovo, em 13 de novembro de 2020
O presidente russo Vladimir Putin na residência oficial de Novo-Ogaryovo, em 13 de novembro de 2020

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, estimulou nesta terça-feira os países integrantes do grupo BRICS para que produzam vacinas russas desenvolvidas contra a covid-19.

Mas não apresentou detalhes específicos sobre o que implicaria os amplos esforços entre os cinco países membros dos BRICS. Tampouco falou sobre em que condições comerciais isto poderia acontecer.

Durante uma reunião por videoconferência dos BRICS, presidida pela Rússia, Putin destacou que os outros quatro integrantes, Brasil, Índia, China e África do Sul, deveriam unir-se para fabricar e distribuir as vacinas contra o coronavírus desenvolvidas pela Rússia.

"Há vacinas russas que funcionam, de maneira eficaz e segura (...) É muito importante nossa união para a produção em larga escala destes produtos e uma ampla circulação", destacou Putin.

Ele disse que a Rússia tem acordos em vigor com a Índia e Brasil para organizar testes clínicos da vacina Sputnik V, e que China e Índia criarão centros de produção de vacinas russas.

Moscou registrou até o momento duas vacinas contra o coronavírus, enquanto se intensifica uma corrida mundial para produzir uma eficaz para o combate da pandemia, que já provocou 1,3 milhão de mortes no mundo.

Em agosto, a Rússia anunciou o registro da primeira vacina do mundo, a Sputnik V, mas sem organizar testes clínicos em larga escala.

No mês passado, Putin anunciou que o país registrou a segunda vacina contra o coronavírus, a EpiVacCorona.

A Rússia solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) o registro de forma acelerada e a pré-qualificação da Sputnik V, que afirma possuir 92% de eficácia.

Alguns cientistas ocidentais expressaram ceticismo com a vacina, advertindo que queimar etapas muito rápido pode ser perigoso.

Os gigantes farmacêuticos Pfizer e BioNTech anunciaram no início do mês que sua vacina contra o coronavírus tem eficácia de 90%, enquanto a empresa americana Moderna afirmou na segunda-feira que os primeiros resultados demonstraram que sua candidata a vacina tem eficácia de 94,5%.

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