Putin pediu desculpas por fala de chanceler sobre Hitler, diz Israel

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 14.11.2019 - O presidente russo, Vladimir Putin. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 14.11.2019 - O presidente russo, Vladimir Putin. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu desculpas ao primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, pelos comentários de seu ministro das Relações Exteriores, que afirmou que Adolf Hitler tinha "sangue judeu". A informação foi publicada nesta quinta-feira (5) pelo gabinete do premiê.

Após receber uma ligação de Putin, Bennett aceitou o pedido de desculpas e agradeceu o russo por "esclarecer sua posição sobre o povo judeu e a memória do Holocausto".

No último domingo (1), o chanceler russo, Sergei Lavrov afirmou em entrevista que Adolf Hitler tinha origens judaicas. Ele foi questionado sobre como a Rússia justifica a guerra com a Ucrânia dizendo querer "desnazificar" o país, se o presidente do país, Volodymyr Zelenskiy, é judeu.

"Quando eles dizem 'que tipo de nazificação é essa se somos judeus', bem, acho que Hitler também tinha sangue judeu, então isso não significa nada", disse Lavrov, falando por meio de um intérprete italiano. "Há muito tempo ouvimos o sábio povo judeu dizer que os maiores antissemitas são os próprios judeus".

A fala foi condenada pelo governo de Israel, que acusou Lavrov de antissemitismo e de menosprezar o Holocausto.

"Essas mentiras pretendem acusar os próprios judeus dos crimes mais horríveis da história que foram cometidos contra eles", disse Bennett em comunicado após as declarações. "O uso do Holocausto do povo judeu para fins políticos precisa parar imediatamente."

Na ligação com Putin, Bennett disse que pediu a ele que considerasse permitir a retirada de pessoas da siderúrgica Azovstal, na cidade de Mariupol. O local está sitiado há dias.

O israelense disse que fez o pedido após uma conversa anterior com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, e que Putin prometeu criar um corredor para a retirada de civis.

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