Putin quer ampliar guerra além do Donbass, diz Inteligência americana

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(Arquivo) O presidente russo, Vladimir Putin (AFP/Alexey DANICHEV) (Alexey DANICHEV)
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O presidente russo, Vladimir Putin, não tem a intenção de acabar com a guerra da Ucrânia com a campanha no Donbass e quer estendê-la para a Transnítria, uma região da Moldávia que se separou em 1990 - afirmou a diretora de Inteligência dos Estados Unidos, Avril Haines.

"Estimamos que o presidente Putin esteja se preparando para um longo conflito na Ucrânia, durante o qual ele ainda pretende alcançar objetivos além de Donbass", declarou Haines ao Congresso.

Os serviços de Inteligência americanos acreditam que os militares russos querem "estender a ponte terrestre (no sul da Ucrânia) para a Transnístria", acrescentou.

É "possível" que as forças russas atinjam esse objetivo nos próximos meses, mas "não poderão chegar à Transnístria e incluir Odessa sem decretar uma forma de mobilização geral", acrescentou.

Putin "provavelmente está contando com um enfraquecimento da determinação dos Estados Unidos e da União Europeia, quando a escassez de alimentos se tornar mais aguda e os preços da energia subirem", alertou.

As ambições de Putin superam as capacidades dos militares russos, e isso "provavelmente significa que nos próximos meses evoluiremos para uma trajetória mais imprevisível e, potencialmente, uma escalada", acrescentou Haines.

"A tendência atual aumenta as chances de o presidente Putin recorrer a medidas mais drásticas, incluindo a introdução da lei marcial, a reorientação da produção industrial, ou uma possível escalada militar para liberar os recursos necessários para atingir seus objetivos", insistiu.

"Continuamos acreditando que o presidente Putin vai autorizar o uso de armas nucleares apenas se perceber uma ameaça existencial para o Estado, ou o para o regime russo", completou.

Haines advertiu, contudo, que o presidente russo pode recorrer a elas "se achar que está perdendo a guerra na Ucrânia, e a Otan intervir, ou se preparar para intervir".

Mesmo nesse cenário, frisou, "é provável que envie sinais" antes de agir.

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