Putin: Rússia não tem nada a ver com a crise migratória na fronteira entre Polônia e Belarus

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O presidente russo, Vladimir Putin (AFP/Mikhail Metzel)
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, negou neste sábado qualquer responsabilidade na atual crise migratória na fronteira entre Belarus e Polônia, onde milhares de migrantes estão bloqueados há vários dias.

"Quero que todo o mundo saiba. Não temos nada a ver com isto", declarou o presidente em uma entrevista ao canal Vesti, depois que a Polônia e outros países ocidentais acusaram Moscou de ter orquestrado com Minsk o envio de migrantes à fronteira.

Putin recomendou que os líderes europeus conversem com o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko caso desejem resolver a crise, que deixou milhares migrantes, em sua maioria do Oriente Médio, bloqueados na fronteira.

"Pelo que entendi, Alexander Lukashenko e (a chanceler alemã Angela) Merkel estão dispostos a conversar", disse Putin.

"Espero que isto aconteça em um futuro próximo - isto é o mais importante", acrescentou.

O presidente russo voltou a responsabilizar os países ocidentais pela crise, ao afirmar que suas políticas no Oriente Médio são as principais razões para que os imigrantes desejem viajar ao continente europeu.

"Não devemos esquecer de onde vem as crises associadas aos imigrantes. Belarus é a causa destes problemas ou algo assim?", questionou Putin.

"Não, estas razões foram criadas pelos próprios países ocidentais, incluindo os europeus. São de natureza política, militar e econômica", disse.

A polícia polonesa informou neste sábado que encontrou o corpo de um jovem sírio perto da fronteira entre Belarus e Polônia

O cadáver foi encontrado na sexta-feira perto de Wolka Terechowska, afirma um comunicado da polícia da região de Podlasie (leste).

"As causas da morte ainda não foram determinadas", completa o texto.

Este óbito elevaria a 11 o número de vítimas fatais da crise migratória na fronteira entre a União Europeia e Belarus, segundo a imprensa polonesa.

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