Putin se isola após casos de covid-19 em seu entorno

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Presidente russo, Vladimir Putin, inspeciona o treinamento militar conjunto "Zapad-2021" entre Moscou e Belarus, na base militar Mulino, na região de Nizhny Novgorod, em 13 set. 2021 (AFP/Sergei Savostyanov)
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Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (14) que confia que a vacina Sputnik V vai protegê-lo, depois que um de seus colaboradores próximos contraiu covid-19, obrigando o presidente russo a se isolar.

Putin voltou, apenas recentemente, a participar de eventos em público. Até algumas semanas atrás, a grande maioria de seus compromissos era realizada por vídeo, e as poucas pessoas que podiam se reunir com o presidente deveriam cumprir um período de isolamento antes.

Na segunda-feira (13), Putin se reuniu com o presidente sírio, Bashar al-Assad, e com os atletas russos que voltaram dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Em uma videoconferência com diretores de seu partido, Rússia Unida, e com membros de seu governo, às vésperas das eleições legislativas, Putin confirmou que um de seus colaboradores contraiu covid-19, apesar de já estar vacinado.

"Ele se vacinou de novo, mas provavelmente tarde demais. Três dias depois de se vacinar, adoeceu. No dia anterior, conversei com ele de forma muito próxima", continuou Putin.

"Espero que tudo ocorra como deve ocorrer e que a Sputnik V prove, realmente, seu alto nível de proteção contra a covid-19", disse o presidente russo, também vacinado, e que afirma ter um "nível elevado" de anticorpos.

Horas antes, o Kremlin anunciou que o presidente, de 68 anos, iria se isolar após a descoberta de casos de covid-19 em seu entorno.

"Devido a casos identificados de coronavírus em seu entorno, Vladimir Putin deve respeitar um regime de autoisolamento durante um certo período de tempo", declarou a presidência, em um comunicado, acrescentando que ele está bem.

"O presidente está em perfeito estado de saúde", afirmou seu porta-voz, Dmitri Peskov.

Ele destacou que Putin, que está vacinado, foi submetido a um teste de detecção do vírus. O resultado não foi divulgado pelo Kremlin.

"O isolamento não afetará diretamente o trabalho do presidente", acrescentou, afirmando que as reuniões previstas serão mantidas por videoconferência.

Segundo a imprensa local, as pessoas que precisassem se aproximar de Putin - como políticos, demais autoridades e pessoal de serviços - deveriam passar 14 dias em quarentena em hotéis e fazer testes de diagnóstico regularmente.

Também foi instalado um espaço de higienização para os visitantes autorizados a vê-lo.

- Um país afetado pelo vírus -

A Rússia está entre os países mais atingidos pela pandemia da covid-19. No momento, ocupa o quinto lugar em número de infectados, conforme balanço atualizado da AFP.

Segundo a agência de estatísticas Rosstas, cerca de 350.000 russos morreram de covid-19 até o final de julho de 2021.

Apesar da alta disponibilidade de vacinas, as autoridades sanitárias não conseguem conter o avanço da pandemia.

Depois de disparar em agosto, o número de casos chegou a diminuir, mas continua a preocupar. Nas últimas 24 horas, foram registrados 17.837 casos e 781 óbitos.

As autoridades não conseguem convencer uma população cética em relação às vacinas, e pesquisas independentes mostram que a maioria dos russos não quer se imunizar.

Apenas 39,9 milhões dos 146 milhões de russos estão totalmente vacinados, segundo o site Gogov, que coleta dados oficiais das regiões.

A Rússia tem várias vacinas de fabricação própria disponíveis para sua população, mas não distribui imunizantes de países ocidentais.

Moscou, epicentro da pandemia no país, e outras regiões implementaram medidas de vacinação obrigatórias para acelerar a imunização. O presidente Putin pede, repetidamente, a seus concidadãos que se vacinem.

A meta do Kremlin era ter 60% da população protegida até setembro, o que não foi atingido, ainda que tenha começado sua campanha de vacinação no início de dezembro.

O governo russo foi acusado de subestimar os efeitos da pandemia da covid-19 e de ter desistido de voltar a adotar medidas restritivas após o severo confinamento decretado em 2020.

As autoridades depositaram suas esperanças de conter a pandemia nas quatro vacinas de fabricação nacional - Sputnik V, EpiVacCorona, CoviVac e Sputnik Light (de dose única) -, ainda sem sucesso.

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