'Puxadinhos' irregulares de quiosques na Barra são removidos

Três quiosques na Barra que estavam com instalações ilegais tiveram parte da estrutura removida na madrugada desta quarta-feira, numa ação conjunta da Secretaria de Ordem Pública, a subprefeitura da Barra e a Secretaria de Meio Ambiente e Clima. A Secretaria de Meio Ambiente já havia notificado e autuado os locais anteriormente, mas o prazo de adequação das instalações não foi acatado pelos proprietários.

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De acordo com a prefeitura, os "puxadinhos chiques" dos quiosques Clássico Beach Club, Krab Beach Cllub e o K08 ocupavam dois mil metros quadrados da praia indevidamente, com estruturas fixas em faixa de área destinada à recuperação de vegetação de restinga e aos banhistas.

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— Foram pelo menos 11 caminhões cheios de estruturas irregulares, recolhidas pelas equipes que estavam em operação. Também aplicaremos multas pela utilização ilegal do espaço público — disse o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, ressaltando que essas operações vão continuar, principalmente no verão. — O carioca precisa ter as areias com ordem, com segurança para que ele possa aproveitar um local que é coletivo, que é de todo mundo.

Proprietária do K08, Milla Ferreira disse que foi surpreendida pela ligação do segurança do quiosque por volta de 1h, falando sobre a remoção. Segundo ela, a Secretaria de Meio Ambiente fez uma vistoria no local há cerca de um mês, mas nunca deu retorno sobre a inspeção.

— Não avisaram nada. Destruíram tudo e foram embora. Não existe uma comunicação clara sobre o que deve ou não ser feito Estamos devastados — diz Milla, que não recebeu qualquer notificação da prefeitura — Estamos lá há 25 anos, com projetos de proteção de meio ambiente, de limpeza nas praias. Adotamos a restinga em volta do quiosque, que tinha vários mendigos morando ali antes de a gente existir. A gente faz a diferença.

Milla afirma que a área na areia ocupada pelo K08 faz parte da área do quiosque e que a situação do mobiliário do lugar não era irregular.

Outros 11 caminhões recolheram material usado na área ilegalmente, como gradis, almofadões, cadeiras, mesas e bancos, entre outros. A Seop informou que, para usufruir destes lugares durante o fim de semana, era preciso desembolsar R$ 3 mil por dia.

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— Os estabelecimentos eram alvo de dezenas de reclamações de moradores do bairro por conta do uso indevido de área pública e dos shows realizados no local. Seguiremos atentos às demandas da população — afirmou Raphael Lima, subprefeito da Barra da Tijuca.

Também participaram da ação agentes da Secretaria de Conservação, Guarda Municipal, Comlurb, Light, Iguá, Rio Luz, Polícia Militar e Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.