Moradores de Criciúma recolhem dinheiro deixado por bandidos em fuga; Quatro são presos com R$ 800 mil

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A quadrilha que realizou uma megaoperação para assaltar um banco no centro de Criciúma (SC) deixou, durante a fuga, parte do dinheiro para trás. Depois da ação, diversas notas ficaram jogadas pelas ruas da cidade. As informações são da TV Globo.

Quatro homens foram detidos por furtarem as notas que estavam jogadas na via. De acordo com a Polícia Civil, eles foram encontrados em um apartamento com mais de R$ 810 mil dentro de duas malas.

Veja vídeos da ação que promoveu terror no centro de Criciúma (SC)

Os suspeitos devem ser encaminhados ao Presídio Regional. Alem do valor encontrado com os detidos, a polícia recolheu mais R$ 300 mil que ainda ficaram nas ruas.

A polícia diz que o dinheiro do cofre, que parece ter sido o principal alvo dos criminosos, foi levado. Ainda não há uma confirmação sobre o valor total que foi roubado.

O grupo fortemente armado provocou incêndios, bloqueou acessos à cidades, trocou tiros com a polícia e até usou reféns como escudos.

De acordo com a Polícia Civil, 30 criminosos teriam participado da ação coordenada. Até as 7h da manhã desta terça, nenhum suspeito havia sido preso. Um policial militar e um vigilante ficaram feridos.

Para retardar as ações de combate da polícia, os suspeitos já haviam preparados bloqueios em diversos pontos da cidade. Segundo a PM, o grupo incendiou um túnel que dá acesso a cidade, atacou o Batalhão da Polícia e ateou fogo a carros.

De acordo com a TV Globo, peritos já atuavam por volta das 2h30 da manhã na averiguação de uma suspeita de abandono de materiais explosivos. O combate entre polícia e criminosos deixou diversas cápsulas de munição espalhadas pelo centro da cidade.

Quadrilha especializada

De acordo com a TV Globo, agentes de cidades vizinhas como Tubarão, Içara e Aranguá foram convocados para dar apoio aos policiais de Criciúma.

"Uma quadrilha do crime organizado, que é especializada em assalto a banco. A gente chama de modalidade 'novo cangaço'. Eles fazem assaltos simultâneos, atacam quarteis, como atacaram no batalhão também", afirmou o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, do 9ª Batalhão da Polícia Militar (9º BPM).

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Choque da PM da capital Florianópolis também foram acionados para colaborar.