Quadrilha aplica golpe ao oferecer vagas em produções de cinema e TV em SP

Quadrilha aplica golpe ao oferecer vagas falsas em produções de TV no interior de SP - Foto: Reprodução/TV TEM
Quadrilha aplica golpe ao oferecer vagas falsas em produções de TV no interior de SP - Foto: Reprodução/TV TEM

Uma quadrilha de estelionatários, que se passavam por uma agência de modelos, aplicou vários golpes em moradores de Bauru (SP), ao oferecer vagas de figurantes para comerciais e produções do cinema e da televisão. Ao menos nove pessoas foram vítimas do golpe. As informações são do G1.

Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, as vítimas chegaram a perder de R$ 200 a R$ 1,5 mil cada.

Ainda de acordo com relatos, que constam em registro de boletim de ocorrência por crime de estelionato, as nove vítimas contaram que a quadrilha anunciava pelo Instagram uma seletiva para modelos, sem exigir experiência prévia na profissão.

Depois das vítimas realizarem a inscrição em um site, os supostos funcionários da agência com o falso nome de Salvatore Models entravam em contato, passando os detalhes da seleção, que, neste caso, aconteceu no dia 23 de abril, em um hotel de Bauru.

No endereço fornecido, pessoas de todas as faixas etárias, desde crianças e jovens a adultos, participaram almejando a tão sonhada oportunidade no mercado artístico.

Alexandre Protopsaltis, delegado especialista em crimes digitais, explicou que a tática usada nesse tipo de golpe sempre é a mesma.

"A gente desconfia que eles agem de maneira específica. Então, eles vão em uma cidade, organizam esse evento, fazem as vítimas e, em seguida, se deslocam para outras localidades para aplicar o mesmo golpe", e continuou afirmando que "por vezes, eles mudam o nome da agência, muda um elemento ou outro, mas sempre com o mesmo modus operandi", completa.

Daiane Cristina Dias, uma das mães que inscreveu o filho na seletiva, disse que antes da assinatura do contrato, os estelionatários solicitaram o pagamento aos interessados com a promessa de trabalhos em diversos estados do Brasil.

"Falaram que tinha um trabalho de quatro dias lá em Santa Catarina, mas que era preciso antes fazer um investimento de R$ 1,5 mil", conta a vítima.

Milena Escudero, operadora de telemarketing, que também levou a filha para seletiva, relatou que suspeitou de golpe quando concretizou o pagamento.

"Simplesmente pegou a maquininha, passou o cartão e disse que depois iria fazer o contrato. Nesse momento, comecei a me tocar de que talvez poderia ser um golpe", revela.

Após perceberem que se tratava de um possível golpe, algumas vítimas criaram um grupo para tentar entender o que tinha acontecido. Este grupo, com nove participantes, registrou B.O. e descobriu que o CNPJ informado pela empresa não existia. Na internet, o perfil da suposta agência também havia sido excluído.

Além do dinheiro roubado, as vítimas estão com medo porque autorizaram o uso e a divulgação das suas imagens, incluindo de crianças.

Segundo a polícia, as pessoas foram vítimas de uma modalidade antiga de estelionato, quando os golpistas induzem as pessoas a fornecerem dados pessoais. A partir dessas informações que foram oferecidas, os criminosos podem tentar abrir conta bancária, fazer empréstimos ou ainda praticar outros crimes.

Diante disso o delegado Alexandre Protopsaltis aconselha a necessidade de ser cauteloso ao celebrar um contrato.

"Veja sempre quais são os termos do contrato, quem são as pessoas envolvidas, se existem outras pessoas que foram agenciadas e deram certo naquela empresa. É preciso cautela antes de celebrar o contrato", destaca o delegado.

A polícia agora busca identificar os estelionatários por meio de câmeras de segurança do hotel que os golpistas alugaram para realizar a seletiva.

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