Quadrilha que desviou R$ 300 milhões da Saúde lavou verba com bens de luxo

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Polícia Federal deflagrou operação na semana passada - Foto: Divulgação/PF
Polícia Federal deflagrou operação na semana passada - Foto: Divulgação/PF
  • Quadrilha desviou cerca de R$ 300 milhões da Saúde no Pará com contratos fraudulentos

  • A verba era lavada na aquisição de bens de luxo, como carros, fazendas e até aviões

  • O líder da quadrilha teve a prisão preventiva pedida pela Polícia Federal

A quadrilha acusada de desviar centenas de milhões de reais da Saúde no Pará lavava esta quantia adquirindo bens de luxo. Foi o que mostrou a investigação exibida pelo Fantástico, da TV Globo, na noite do último domingo (22).

Os criminosos teriam tirado mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos, inclusive de hospitais de campanha montados para combate à Covid-19. Eles foram alvos da Operação Reditus, segunda fase da Operação SOS, deflagrada na última quarta-feira (18) com 60 mandados de prisão no Pará.

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O líder da facção seria Nicolas André Moraes, de 32 anos. A investigação da Polícia Federal apontou que ele possuía trânsito livre junto ao governo do Pará e indicou quatro Organizações Sociais que fecharam contratos fraudulentos no valor de R$ 1,2 bilhão. Elas passaram a controlar cinco hospitais regionais e outros quatro de campanha contra a Covid-19.

Nicolas é considerado um dos maiores pecuaristas do estado e foi detido em setembro do ano passado, mas teve a pena convertida em prisão domiciliar pouco tempo depois. Agora, teve a prisão preventiva pedida pela PF.

Nicolas era o líder da quadrilha que desviava verba da Saúde - Foto: Reprodução/TV Globo
Nicolas era o líder da quadrilha que desviava verba da Saúde - Foto: Reprodução/TV Globo

O esquema liderado pelo criminoso recebia os milhões do governo em contratos superfaturados ou que sequer eram honrados. O grupo, então, usava a verba em compras de carros de luxo, gado, fazendas e até aviões.

"Não são raros os diálogos aí, em que o desvio era superior a 50% daquilo que era repassado. Eles estavam mais preocupados em desviar esses recursos da Saúde para compra de gado, de fazenda, de carros e aviões, do que efetivamente utilizar nos hospitais", explicou o delegado da PF, José Neto, à TV Globo.

Governo diz que rompeu com organizações

À emissora, a assessoria do governo do Pará disse que "o estado rompeu com as Organizações Sociais, que não mantém mais nenhum contrato com elas".

A nota apontou, ainda, que "os órgãos públicos apoiam todas as investigações para que a verdade seja esclarecida".

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