Quadrilha que fazia empréstimos ilegais para idosos é presa na Região Metropolitana do Rio

Policiais da 76ª DP (Niterói) prenderam quatro pessoas pelo crime de estelionato e organização criminosa, no Centro do município da Região Metropolitana do Rio. De acordo com as investigações, em um call center, a quadrilha utilizava um roteiro fraudulento para enganar pensionistas, convencê-los a se deixarem fotografar e abrir abertura indevidamente contas em nome das vítimas. Com as informações, eram realizados empréstimos ilegais para os idosos, que tiveram altos prejuízos financeiros. No local, foram apreendidos documentos e computadores.

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Segundo a delegada Natacha Oliveira, titular da 76ª DP , no início de dezembro, foram observados alguns registros de ocorrência que revelavam a ação de uma organização criminosa atuante naquela região. Os inquéritos mostraram que a quadrilha, de forma organizada, consultava o banco de dados de clientes bancários, captando dados de possíveis vítimas e, por meio de um programa de discador de números, realizava ligações telefônicas oferecendo vantagens financeiras com o intuito de convencê-las a comparecer no escritório para iniciar a segunda parte do golpe.

Os criminosos utilizavam duas formas de convencer os clientes a comparecerem ao escritório: informando existirem valores a receber referentes a descontos indevidos de seu benefício do INSS e comunicando sobre a existência de um cartão atrelado ao CPF. No local, para concretizar as operações, solicitavam dados pessoais e uma fotografia do rosto ao lado da identidade. Com a imagem, eram realizados os empréstimos sem conhecimento das vítimas.

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Em uma diligência até a Rua da Conceição, os agentes localizaram uma mulher que reclamava ter sido lesada pelos integrantes da quadrilha. No escritório, foram flagrados sentados Caroline Moreira Feliz Graciano, Ingrid da Silva Nogueira, Lucas Souza Monteiro, Julhiana Ramos Fontela e Branda Carvalho da Silva, utilizando fones e conversando com clientes.

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Aos policiais, eles admitiram utilizarem bancos de dados para ter acesso a informações de pensionistas do INSS e ainda afirmaram seguir um roteiro fraudulento para ludibriar as vítimas. Todos possuíam anotações criminais e foram encaminhados ao sistema prisional.