Quadrilha usa passageiros de ônibus como 'escudo humano' em assalto a banco

Passageiros rendidos foram obrigados a darem as mãos e formar um cordão de isolamento em torno da agência. (Foto: Reprodução)

Uma quadrilha usou passageiros de um ônibus como “escudo humano” durante um assalto a banco, na madrugada desta quinta-feira (11), em Limeira, no interior de São Paulo. O ônibus do transporte público do município foi obrigado a parar pelos criminosos e os passageiros, rendidos, tiveram de formar um cordão de isolamento com as mãos dadas em frente à agência da CEF (Caixa Econômica Federal).

As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Cerca de doze homens em três veículos cercaram o banco, por volta das 4h. Eles atearam fogo a um carro, bloqueando um dos acessos ao local. As imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que um dos suspeitos, munido de um fuzil, obriga o motorista do ônibus a parar e os passageiros a descerem. Em seguida, eles são obrigados a formarem o escudo humano em frente a agência, enquanto os criminosos explodiam o banco.

Durante a ação, os bandidos fizeram alguns disparos de fuzil para o alto, com a intenção de evitar a chegada da polícia. Também foram lançados pregos retorcidos nas ruas para dificultar uma possível perseguição.

Segundo informações da PM, os bandidos se utilizaram de dinamites para a explosão do cofre do banco, mas não há informações sobre o dinheiro; apenas um malote vazio foi encontrado na agência.

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A área foi isolada e o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foi acionado para retirar explosivos deixados no local. Até o início da tarde desta quinta (11), nenhum dos criminosos havia sido identificado.

O ataque com explosivos ao banco de Limeira é o primeiro registrado no interior, após a morte de 11 suspeitos durante assalto a dois bancos de Guararema, no último dia 4. No caso de Guararema, os criminosos foram surpreendidos pela chegada da polícia e fugiram sem concluir o roubo. A quadrilha já era monitorada pelo Ministério Público Estadual. No assalto à Limeira, ninguém foi preso.