Quais são as homenagens esperadas após a morte do príncipe Philip?

Anna MALPAS
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Flores se acumulam nos portões do Palácio de Buckingham, em Londres, em 9 de abril de 2021, após o anúncio da morte do príncipe Philip, duque de Edimburgo, aos 99 anos

A morte de Philip, duque de Edimburgo, ativa automaticamente o plano "Forth Bridge", batizado em homenagem a uma ponte próxima à capital escocesa. Esses protocolos são comuns entre a família real britânica, porém, desta vez as homenagens serão afetadas pela pandemia.

- Sem funeral de Estado -

O Palácio de Buckingham anunciou nesta sexta-feira (9) que a rainha Elizabeth II, sua esposa, está "considerando" como conduzirá seu funeral e possíveis eventos oficiais de celebração. "Os detalhes serão confirmados no devido tempo", disse ela.

No entanto, o Colégio de Armas, uma organização estreitamente relacionada à aplicação dos protocolos reais, afirmou em seu site que o príncipe Philip não terá um funeral de Estado e que seu caixão não será exposto ao público.

Seus restos mortais repousarão no Castelo de Windsor, a oeste de Londres, antes de um funeral na Capela de St. George, "de acordo com o costume e os desejos de Sua Alteza Real", explicou.

As cerimônias e homenagens tiveram que ser revistas devido à covid-19. Para evitar o risco de contágio, a família real pediu aos britânicos que não fossem às residências reais, como o Palácio de Buckingham, para levar flores, mas sim que fizessem uma doação a uma organização beneficiente.

Além disso, um livro virtual de condolências também foi publicado na internet.

Pelas novas regras de relaxamento do confinamento contra o coronavírus, a partir da próxima segunda-feira, no máximo 30 pessoas poderão comparecer a um funeral.

- Simplicidade -

A simplicidade prevista para a cerimônia condiz com a personalidade do duque de Edimburgo, que queria um funeral "sem muito alvoroço", segundo os colunistas reais. No entanto, contrasta com tributos anteriores a membros proeminentes da família real.

O caixão da mãe de Elizabeth II foi exibido no Westminster Hall, o edifício do Parlamento de Londres, após sua morte em 2002. Cerca de 200 mil pessoas foram prestar suas homenagens, com uma fila de vários quilômetros de extensão.

Philip, um ex-comandante da marinha, expressou seu desejo por um funeral em estilo militar na Capela de St. George, no Castelo de Windsor.

De acordo com a mídia britânica, o duque de Edimburgo não queria ser enterrado na Capela de St. George ou na Abadia de Westminster, mas sim nos Jardins de Frogmore, adjacentes ao castelo.

A propriedade abriga o mausoléu da Rainha Vitória e seu marido Albert. Edward VIII, que abdicou para se casar com a americana divorciada Wallis Simpson, também está enterrado lá.

- Protocolo -

Parece que o consorte esteve pessoalmente envolvido nos preparativos para seu funeral, coordenados pelo gabinete do Lord Chamberlain no Palácio de Buckingham.

O Lord Chamberlain, atualmente William Peel, é o oficial de mais alto escalão na casa real e seu gabinete organiza cerimônias como casamentos reais e visitas de Estado.

Segundo o protocolo, o Lord Chamberlain consulta primeiro o primeiro-ministro e depois a rainha para chegar a um acordo sobre o anúncio do falecimento e, posteriormente, sobre o funeral de um membro da família real.

- Luto nacional -

As bandeiras oficiais serão hasteadas a meio mastro até às 8h locais do dia seguinte ao funeral. A bandeira real sobre a residência real, por sua vez, continuará a ondular para simbolizar a continuidade da monarquia.

Normalmente, o funeral de um alto membro da família real ocorre oito dias após sua morte, de acordo com a associação nacional de oficiais cívicos.

Os membros da família real e da casa real vestirão roupas escuras e braçadeiras de luto. No dia do serviço fúnebre, também poderão ser reservados dois minutos de silêncio.

O último grande funeral real foi o da rainha-mãe, pouco mais de um mês após a morte de sua filha mais nova e irmã de Elizabeth II, a princesa Margaret.

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