Qual é a missão dada por Lula ao novo comandante do Exército?

General Tomás Miguel Ribeiro Paiva substitui o general Júlio César de Arruda, que foi demitido no último sábado (21)

Lula (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Lula (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O novo comandante do Exército, general Tomás Paiva, assume o posto com a missão de pacificar a Força, mas ele precisa cumprir algumas orientações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre elas:

  • Exonerar o tenente-coronel Mauro Cid do comando do 1º Batalhão de Ações e Comandos de Goiânia.

Segundo informações do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, o presidente permitiu que o general Tomás Paiva conduza os processos de afastamento de Mauro Cid e da abertura de investigações contra militares que tenham participado ou ajudado a organizar s atos golpistas de 8 de janeiro.

Na ocasião, prédios dos Três Poderes foram invadidos e depredados por apoiadores por bolsonaristas radicais, que também agrediram policiais e jornalistas.

Essa orientação de Lula deve ser seguida, mas de uma maneira que não eleve os ânimos dentro do Exército, o que significa que a prioridade é pacificar a Força.

Quem é Mauro Cid?

  • Foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL);

  • Foi nomeado em maio de 2022 para assumir o 1º Batalhão de Ações e Comandos de Goiânia.

No último sábado (21), Lula demitiu o general Júlio César de Arruda do cargo de comandante do Exército. Ele resistia a afastar Mauro Cid de ordens de Bolsonaro, informou o portal g1. Além disso, ele uma sequência de atos de insubordinação —mesmo sempre defendendo as urnas eletrônicas.

Antes, Arruda havia participado de uma reunião com Lula, José Múcio Monteiro, ministro da Defesa, e os comandantes da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, e da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno.

Ainda de acordo com o portal g1, a troca de Arruda pelo general Tomás Paiva foi classificada como “uma afirmação de Múcio no Ministério da Defesa e uma mostra de que Lula deseja normalizar as relações com as Forças Armadas, mas não vai tolerar que fiquem impunes aqueles que cooperaram com os atos golpistas em Brasília”.