Qual é o leite que você toma? Saiba como a bebida está aliada ao plant-based

  • Leite vegetal: produção leva castanhas, óleo de côco e outros insumos nacionais e pode transformar a base alimentar no país;

  • Os alimentos plant-based foram consumidos nos últimos seis meses por 81% dos entrevistados de uma pesquisa realizada pela Cint/Mercy for Animals (MFA);

  • CEO vê desafio de implementar modalidade alimentar para classes C e D.

Aliar democracia e alimentação não é uma tarefa fácil. Diante da insegurança alimentar no Brasil - parcela de brasileiros que não teve condições para se alimentar no último ano subiu de 30%, em 2019, para 36%, em 2021, conforme divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Social - cresce o desafio de levar alimentos e bebidas de qualidade para a mesa dos brasileiros.

A NoMoo, empresa com foco em plant-based (tradução direta: à base de plantas), entra como ferramenta essencial neste processo: é uma das pioneiras no preparo de leite vegetal, seu carro chefe. "[O preparo] Envolve um processo mais científico do que tecnológico. Não temos robôs, temos um grupo de guerreiros que fazem nosso queijo", declara o CEO da foodtech, Marcelo Doin.

Leite vegetal: A NoMoo, empresa com foco em plant-based, entra como ferramenta essencial para quem tem restrições ao leite de origem animal. Foto: Getty Images.
Leite vegetal: A NoMoo, empresa com foco em plant-based, entra como ferramenta essencial para quem tem restrições ao leite de origem animal. Foto: Getty Images.

Na cartela de produtos da empresa, os clientes encontram diversas categorias adequadas as necessidades de uma alimentação mais saudável: alimentos veganos, ricos em cálcio, proteicos, energéticos e até com colágeno. "Fazer um bom produto, todo mundo faz. Queremos gerar inclusão, então quando lançamos um produto, ele deve ser tão bom que não só uma pessoa vegana comeria", defende Doin.

Cerca de 35% da população brasileira com idade acima de 16 anos tem algum tipo de desconforto digestivo após o consumo de derivados de leite, segundo pesquisa do Datafolha. Uma das apostas da empresa é cobrir os intolerantes a lactose, criando alternativas alimentares para esse público com base nos vegetais nacionais.

A democratização do plant-based

Para quem não conhece, o conceito de plant-based utilizam alta tecnologia e processamento industrial para aproximar os vegetais do sabor e da textura do alimento à base animal. Os alimentos plant-based foram consumidos nos últimos seis meses por 81% dos entrevistados de uma pesquisa realizada pela Cint/Mercy for Animals (MFA).

A saúde é uma das três principais motivações para adotar os alimentos à base de planta para 97% dos entrevistados brasileiros; para 78% das pessoas ouvidas, esse foi o motivo principal para iniciar uma dieta com produtos vegetais.

Entre os entrevistados, 84% relataram ter uma visão favorável aos plant-based. Mais da metade das pessoas indicaram que os produtos à base de plantas são vistos como substitutos da proteína animal. Outros 47% consideram os alimentos vegetais como adicionais na dieta.

Dion defende que a democratização da modalidade alimentar é essencial, e exemplifica o público que não pode consumir leite de origem animal, por exemplo. "São 80 milhões de intolerantes, e não estão apenas nas classes A e B. Devemos estar preocupados com as classes C e D", argumenta o CEO.

"O leite vegetal também é agro"

Uma das iniciativas da foodtech é pressionar governos para incluir benefícios fiscais dados ao leite de origem animal para o leite vegetal. "Também é agro. Estamos falando da castanha do Brasil, do óleo de côco, e uma série de insumos nacionalizados que usamos, e feitos a base de plantas, também são agro e beneficiam o Brasil", esclarece.

A NoMoo é uma empresa Plant-Based, que produz “laticínios” e outros alimentos feitos com ingredientes 100% de origem vegetal utilizando como sua principal matéria prima a castanha de caju. Criada em 2016, ela tem capacidade de produção de 1,2 tonelada de produtos por mês.

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