Qual a liberdade de expressão que Elon Musk pretende colocar em prática no Twitter?

Desde que foi divulgado que Elon Musk havia comprado a plataforma Twitter por US$ 44 bilhões, na segunda-feira (25), o assunto domina não só os noticiários americanos como as discussões nas redes sociais. Enquanto, um grupo comemora a aquisição, pois acredita que protegerá o direito de liberdade de expressão, outro teme que o bilionário terá um controle excessivo sobre o debate político e social.

Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington

O Twitter é uma plataforma de enorme alcance em discussões importantes que podem moldar políticas e comportamentos. A rede é uma praça pública digital com cerca de 330 milhões de usuários --77 milhões apenas nos Estados Unidos--, onde qualquer um pode expressar sua opinião e falar com algumas das pessoas mais poderosas do planeta.

Criada em 2006, a rede começou com poucas regras sobre as mensagens publicadas. Com o tempo e um maior engajamento online, as regras foram se tornando cada vez mais extensas e abrangentes. Nos últimos anos, tornou-se comum que usuários fossem suspensos, ou até mesmo banidos, por divulgarem mensagens que colocavam em dúvida a eficácia das vacinas contra Covid, os perigos da mudança climática ou questionavam a diversidade de gêneros sexuais, por exemplo.

Dois dias depois da invasão do Capitólio, em janeiro de 2021, Donald Trump foi banido do Twitter. O polêmico ex-presidente Trump era atuante na plataforma e foi em grande parte graças ao Twitter que ele conseguiu tantos eleitores.


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