Qualidade no atendimento do hospital Ronaldo Gazolla pode cair se temporários não forem renovados, diz sindicato

·2 minuto de leitura

Foram encerrados, nesta segunda-feira, dia 7, os contratos de 133 profissionais temporários do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no atendimento de pacientes com Covid-19, em Acari. A empresa pública que administra a unidade, RioSaúde, afirmou que já está providenciando a substituição dos temporários, no entanto, para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Janeiro (SinMed-Rj), Alexandre Telles, não renovar os vínculos neste momento pode gerar uma queda de qualidade no atendimento da unidade de saúde em meio à pandemia.

Datados para encerrar em dezembro do ano passado, os contratos, que são de 2018, foram renovados pela RioSaúde por mais seis meses, após ser aprovada a prorrogação por meio de um Projeto de Lei, na Câmara Municipal. Passado o período, segundo a RioSaúde, os contratos atingiram, por lei, o prazo máximo de validade, sem possibilidade de prorrogação. Porém, Telles afirma que esses profissionais estão na linha de frente do combate à Covid-19 desde o início da pandemia, portanto tem experiência para o atendimento especializado contra o vírus.

— Esses profissionais tiveram ganho em termos de educação permanente sobre o comportamento do coronavírus, uma doença que desafia até hoje. Esses profissionais que deram o suor ao longo da pandemia, já conhecem a estrutura do hospital, onde ficam remédios, aparelhos e por aí vai. Precisamos de profissionais especializados que foram se aperfeiçoando ao durante a evolução da pandemia — afirmou Telles.

Segundo ele, ao longo das reuniões do sindicato, foram inúmeras os relatos de falta de efetivo em unidades de saúde, sobretudo em Clínicas da Família na Zona Oeste. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Madureira, por exemplo, Telles afirma que a situação é crítica, o que o preocupa pois os dois tipos de unidades de saúde são a porta de entrada de pacientes com Covid-19 na rede pública. Entretanto, como contou o médico, no Ronaldo Gazolla, a falta de médicos em plantões é pontual.

— É fundamental que haja um novo PL, desta vez, por deliberação do Executivo, para prorrogar esses contratos. A RioSaúde se baseia em profissionais temporários, são pouquíssimos os concursados, mas estes precisam estar no norte da empresa pelo menos. Agora, podem chegar novos funcionários, mas eles tem um período de adaptação e o vírus não espera — disse.

De acordo com a RioSaúde, a substituição dos prestadores de serviço, entre administrativos e da área assistencial, não acarretará prejuízo para a assistência dos pacientes. A empresa ressalta que, os médicos admitidos sem passar por concurso público só podem permanecer nos contrátos temporários por até dois anos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos