Quando volta o calor? Veja como deve ficar o tempo

Parece que as altas temperaturas não devem marcar presença nos próximos dias na região Sudeste e Sul, principalmente com a chegada do inverno, em 21 de junho. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) fez um prognóstico climático avaliando junho, julho e agosto em todo país. O trimestre será marcado pela atuação de frente frias, que poderão causar quedas das temperaturas em parte do país, inclusive, na região Sul.

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No Rio de Janeiro, a meteorologista do Inmet Marlene Leal, afirmou que contínua e queda acentuada na temperatura. Cariocas devem esperar por um tempo fechado com maiores acumulados de chuva, principalmente na capital.

—Tudo isso devido a um novo sistema frontal em formação sobre a região sul do país associada à uma área de baixa pressão no litoral sul do país, avançando com ar um pouco mais frio pelos estados do RS, PR, SC e SP. A parte de maior intensidade do sistema ciclônico avançará rapidamente para o oceano, mesmo assim deixando o litoral do sul e do sudeste bastante agitado.

De acordo com Marlene Leal, parte das regiões Norte e Nordeste ainda terão chuvas intensas e há sinal de alerta para alguns estados.

—O leste da Região Nordeste [estará] com grandes acumulados de chuva, aviso vermelho, no norte de Alagoas e sudeste de Pernambuco.

Para o litoral norte de Santa Catarina e o litoral do Paraná, a previsão é de chuva intensa. No interior do país, é esperada uma massa de ar seco, “com maior intensidade no noroeste de Minas Gerais”.

Onde as temperaturas tendem a ser mais elevadas

Junho

A meteorologista do Inmet, Andrea Ramos explica onde as temperaturas tendem a ser mais elevadas - em boa parte do Pará, norte de Mato Grosso, Tocantins, Maranhão. A especialista, ressalta ainda a continuidade do fenômeno La Niña, que influencia no comportamento da precipitação e é responsável por chuvas fortes no Norte e Nordeste. Já no Sul, a tendência é ser sempre mais frio, com registros de temperaturas abaixo de 15°.

Julho

Com instabilidade e temperaturas baixas, o calor mesmo só será visto do Centro ao Norte do país.

— Em relação a julho, as temperaturas ficam mais uniforme e persiste o padrão da parte do Centro ao Norte ser mais quente e do Centro ao Sul ser mais fria. A tendência no leste de São Paulo, Rio de Janeiro e no sudeste de Minas Gerais é a máxima no entorne de 21 a 23. Já faixa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina as temperaturas ficarão em média de 15 graus. É um período que tem muita ocorrência de geada. — esclarece Ramos.

Agosto

Calor, em pleno inverno, em agosto tende ser um período mais quente. Segundo a meteorologista, as regiões com as temperaturas devem elevar na parte central, que envolve todo Mato Grosso; sul de Rondônia, persiste no Pará, Tocantins e pega uma faixa da região nordeste, principalmente, o Piauí e no Maranhão.

— Essas regiões tendem a ter um período mais quente, e já fica associado com a ocorrência de incêndios de grande e pequeno porte. E também não esquecer do Mato Grosso do Sul, na área do pantanal. Já aumenta o calor não só no Centro Norte do país, mas já desce e atinge boa parte de Minas Gerais, São Paulo e até o norte do Paraná. E já as temperaturas amenas persiste na região sul, principalmente no Rio Grande do Sul.

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