Quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies?

Higienizar as mãos é uma das medidas mais recomendadas para prevenir o contágio pelo novo coronavírus. Além disso, evitar o contato com superfícies compartilhadas que não foram higienizadas é outra importante recomendação. Uma das maiores preocupações para quem vai sair do isolamento é o contato com superfícies que podem conter o vírus.

Um estudo publicado na Revista de Medicina da Nova Inglaterra calculou o tempo de sobrevida do novo coronavírus, o Sars-CoV-2, fora do corpo humano. O estudo fez uma comparação entre a estabilidade deste vírus com a do Sars-CoV-1, o vírus mais semelhante a ele. Essa estabilidade é o tempo durante o qual um vírus é capaz de infectar, permanecendo íntegro.

No aço, por exemplo, o novo coronavírus tem 5,6 horas de meia-vida que é o tempo necessário para que a quantidade de vírus caia pela metade. Assim, as partículas virais chegam a 1% da quantidade inicial em 72 horas nestas superfícies. No papelão, o coronavírus pode ter uma sobrevida de 24 horas. Em superfícies de plástico, o vírus também pode ficar ativo até 72 horas. Alguns metais, como o cobre, podem ter atividade bactericida ou que combatem os vírus. Por isso ele fica inativo em 4 horas nessas superfícies. Já superfícies não porosas como plástico e o aço permitem que o novo coronavírus fique mais estável. Já nas situações de tosse ou espirro de quem está infectado, a chamada transmissão aerossolizada, o vírus pode ficar de 40 minutos e 2 horas e meia no ar. Ainda não há estudos mais avançados sobre o comportamento do vírus em tecidos . Mas investigações interiores indicam que de forma geral o vírus possa sobreviver de 72 a 96 horas nessas superfícies.

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