Eleições 2022: quantos brasileiros estão aptos a votar no exterior?

Eleições: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputam a presidência do Brasil (foto: Divulgação / Ricardo Stuckert e Reuters)
Eleições: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputam a presidência do Brasil (foto: Divulgação / Ricardo Stuckert e Reuters)

No segundo turno das eleições, os brasileiros residentes no exterior também poderão ir às urnas neste domingo, dia 30, escolher o próximo presidente da República, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

O horário de votação é o mesmo do território nacional: das 8h às 17h, respeitando, é claro, o fuso horário local. Embora 697.078 eleitores estejam registrados para votar no exterior, pouco menos da metade deles (43,6%) foram às urnas no primeiro turno.

Quais são as cidades com mais brasileiros que votam no exterior?

Fora do Brasil, as cidades que concentram o maior número de eleitores aptos a votar são Lisboa (45.273) e Porto (30.098), em Portugal; Miami (40.189), Boston (37.159) e Nova York (27.937), nos Estados Unidos; Nagóia (35.651) e Tóquio (28.730), no Japão; Londres (34.498), na Inglaterra; Paris (22.629), na França; e Milão (20.054), na Itália.

Quais são as cidades com menos brasileiros que votam no exterior?

Por outro lado, as cidades que concentram os menores números de eleitores são Cobija (3), na Bolívia; Adis Abeba (2), na Etiópia; Bagdá (2), no Iraque; Baku (2), no Azerbaijão; Conacri (2), na Guiné; Bamako (1), em Bali; Abuja (1), capital da Nigéria; Castries (1), na ilha de Santa Lúcia; Saint John's (1), em Antígua e Barbuda; e no Vaticano (1).

Quantos votos Lula e Bolsonaro tiveram no exterior?

No primeiro turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 47,17% dos votos no exterior, equivalente a 138.933 contra 41,61% recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que chegou a 122.548 votos. A taxa de abstenção fora do país chegou a 56,3% entre os quase 700 mil brasileiros aptos a votar.

Nas capitais de países governados por partidos de esquerda, como Havana (Cuba) e Pequim (China), Lula registrou a maioria dos votos. Em Cuba, Bolsonaro teve um voto (3,23%), enquanto chegou a 19 votos em Pequim, (25%). O mesmo movimento ocorreu na América Latina, subcontinente em que o petista tem forte influência — em Buenos Aires (Argentina), teve 64,68% dos votos; em Bogotá (Colômbia), chegou a 52,82%; em Santiago (Chile), teve 44,86%.

Na Nicarágua, referenciada por Bolsonaro como ditadura de esquerda ao traçar relações de Lula com o presidente do país, Daniel Ortega, o presidente teve 40,51% dos votos, apenas três pontos percentuais abaixo do obtido pelo petista, de 43,04%. O mesmo cenário foi observado no México, governado pelo presidente esquerdista André Manuel Lópes Obrador. Lula ficou à frente com 44,20% dos votos, mas apenas dois pontos acima de Bolsonaro, que pontuou 42,84%.

No entanto, mesmo em países comandados por presidente conservadores e alinhados a Bolsonaro, como Polônia e Hungria, o petista ficou à frente. Em Varsóvia, capital polonesa, Lula teve 68,49% dos votos, contra 17,68% recebidos por Bolsonaro, enquanto em Budapeste, capital húngara, o ex-presidente teve 80,89% dos votos e o atual titular do Palácio da Alvorada, 11,86%.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Qual a data do segundo turno das Eleições 2022?

O segundo turno será disputado no dia 30 de outubro, último domingo do mês. Assim como no primeiro turno, o horário em que os colégios eleitorais estarão abertos para receber os eleitores será das 8h às 17h no horário de Brasília. Locais com fuso diferentes do da capital deverão adaptar seus horários para que o encerramento em todo o país seja simultâneo.

Quais cargos serão votados no segundo turno das Eleições 2022?

Em estados nos quais houver necessidade, haverá disputa para governador. Todos os estados e o Distrito Federal votarão para presidente da República.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica no segundo turno das Eleições 2022

  1. Governador (dois dígitos)

  2. Presidente da República (dois dígitos)

Presidente: qual a função que esse cargo exerce?

O presidente da República exerce a função de chefe do poder Executivo e de chefe do Estado (autoridade máxima) de forma simultânea em uma nação cujo sistema de governo é denominado presidencialismo.

Como chefe do poder Executivo, o presidente é responsável pelas ações e decisões cotidianas da política brasileira.

Por exemplo: como criar políticas públicas e programas governamentais, como gerir a administração federal, sugerir novas leis, dentre outras atividades. Já como chefe de Estado, o presidente é o representante máximo do país que o elegeu perante o mundo.

Governador: qual a função que esse cargo exerce?

O governador é representante do Poder Executivo, com objetivo de governar o povo e conduzir os interesses públicos de cada estado.

Assim, a função do governador é comandar de forma completa o estado e representá-lo em ações jurídicas, políticas e administrativas. Ele também defende todos os interesses e necessidades do estado para com o presidente da República.

O Poder Executivo estadual também possui a função de articulação política com o governo federal, bem como com os municípios que integram o estado.

O que está sob a gestão dos governadores?

  • Segurança pública Uma das maiores responsabilidades do governador estadual é a segurança pública, envolvendo o total controle das Polícias Civil e Militar e a construção e administração de presídios.

  • Saúde – Está na alçada do governador criar as políticas de saúde estaduais e organizar o atendimento todo o atendimento de saúde, construindo e mantendo hospitais e instalações – laboratórios, centros de doação de sangue e centros de atendimento complexo (hospitais do câncer, por exemplo).

  • Educação No quesito educacional, o principal foco do governador costuma ser o ensino médio, hoje considerada a mais problemática das etapas do ensino formal brasileiro.

  • Definir o orçamento estadual – Os documentos orçamentários são de responsabilidade do governador estadual. Eles visam fomentar o planejamento de curto e médio prazo do estado, trazendo mais transparência ao uso dos recursos públicos.

  • Infraestrutura estadual – A responsabilidade sobre toda a infraestrutura é mantida na alçada do governador estadual. Rodovias e portos, por exemplo, precisam receber cuidados do governo.

  • Adquirir investimentos federais para estados e municípios – Para viabilizar projetos de grande porte, tanto o estado quanto os municípios dependem de investimentos vindos do governo federal. Para isso, o governador é importante e peça-chave na articulação política entre União, estado e municípios.