Quarenta e cinco países prometem coordenar investigação de crimes de guerra na Ucrânia

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, participa de conferência em Haia por vídeo

Por Anthony Deutsch e Robin Emmott

HAIA (Reuters) - Estados Unidos e mais de 40 outros países concordaram nesta quinta-feira em coordenar investigações sobre supostos crimes de guerra na Ucrânia, logo após o que Kiev disse ter sido um ataque com mísseis russos que matou civis longe das linhas de frente.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou em conferência internacional que mísseis russos atingiram dois centros comunitários no oeste da Ucrânia, matando 20 pessoas, incluindo três crianças, e ferindo muitas outras.

A Rússia nega repetidamente envolvimento em crimes de guerra ou que mire deliberadamente em civis desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro. Afirma que lançou uma "operação militar especial" para proteger os falantes de russo e erradicar nacionalistas perigosos. A Ucrânia diz que Moscou está travando uma guerra de conquista não provocada.

"Hoje de manhã, mísseis russos atingiram nossa cidade de Vinnytsia, uma cidade comum e pacífica. Mísseis de cruzeiro atingiram duas instalações comunitárias, casas foram destruídas, um centro médico foi destruído, carros foram incendiados", disse Zelenskiy por link de vídeo. "Este é o ato de terror russo."

O Ministério da Defesa russo não comentou imediatamente os relatos sobre Vinnytsia.

Nesta quinta-feira, 45 países na conferência em Haia --sede do Tribunal Penal Internacional (TPI)-- assinaram uma declaração política para trabalharem juntos nas investigações de crimes de guerra na Ucrânia.

Entre os países estão nações da União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, México e Austrália.

Eles também prometeram 20 milhões de euros para ajudar o TPI, bem como o gabinete do procurador-geral na Ucrânia e os esforços de apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

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