Quase 30% das famílias brasileiras estão endividadas, diz levantamento

Quase 30% das famílias brasileiras estão endividadas, diz levantamento
Quase 30% das famílias brasileiras estão endividadas, diz levantamento
  • O percentual é o maior registrado desde 2010;

  • O estudo da FecomercioSP apontou que 4,9 milhões de famílias estão endividadas no país;

  • O índice é medido nas capitais do país;

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) divulgou, nesta terça-feira (22), que 29% das famílias brasileiras estão em situação de inadimplência. O percentual é o maior registrado desde 2010, quando teve início a série histórica do levantamento realizado pela entidade.

O índice, que é medido nas capitais do país, apontou que pouco mais de de 4,9 milhões de famílias das capitais tinham alguma conta em atraso até o fim dos primeiros seis meses de 2022. No mesmo período do ano passado, o número de famílias endividadas chegou a 4,9 milhões, quando 25,6% estavam inadimplentes.

“Um ponto em comum entre as capitais com maiores taxas de famílias com contas em atraso, que pode explicar parte deste comportamento, é a queda na renda familiar entre 2020 e 2022”, destacou a FecomercioSP, em nota.

Os maiores índices de inadimplências foram registrados em Belo Horizonte (43%), Boa Vista (42%) e Porto Alegre (41%). O levantamento da entidade também apontou que a renda média das famílias nas capitais brasileiras era de R$ 8.001. O valor é 3,9% menor se comparado ao mesmo período de 2020, quando o estudo registrou R $8.327 no índice.

De acordo com uma previsão da entidade, a inadimplência e o endividamento devem diminuir no país nos últimos meses do ano, devido a uma maior injeção de renda no período.

“Considerando o mercado de trabalho aquecido; a retomada da atividade econômica; os números do Produto Interno Bruto (PIB) revisados para cima; a inflação – que iniciou um ciclo de queda no semestre; a maior injeção de renda via Auxílio Brasil; e o décimo terceiro mais robusto em dezembro, as expectativas para os níveis de inadimplência, endividamento e renda tendem a se mostrar menos preocupantes”, afirmou a FecomercioSP.