Quase 700 mulheres foram baleadas desde 2017 na Região Metropolitana do RJ

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Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida de 14 semanas, foi baleada e socorrida, mas não resistiu. (Foto: Reprodução/Instagram)
Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida de 14 semanas, foi baleada e socorrida, mas não resistiu. (Foto: Reprodução/Instagram)

Quase 700 mulheres foram baleadas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro de 2017 até este ano. O levantamento consta na plataforma de dados Fogo Cruzado, e contabiliza tanto as vítimas baleadas em operação quanto as de homicídios.

Ao todo, foram 681 mulheres atingidas por disparos de arma de fogo, das quais 258 morreram. De 2017 para cá, 15 vítimas baleadas estavam grávidas; oito morreram.

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Entre as vítimas, está Kathlen Romeu, de 24 anos, grávida de 14 semanas. A jovem foi atingida na tarde de terça-feira (8) na Vila Cabuçu, em um dos acessos à comunidade Lins do Vasconcelos, na Zona Norte do Rio.

Kethlen Romeu foi levada para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu. Lideranças comunitárias da região relataram que o tiroteio ocorreu durante uma operação policial, que aconteceu de forma inesperada, entre policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Lins e criminosos.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte de Kathlen.

Não só Kathlen - relembre outros casos de mulheres atingidas:

  • Karolayne Nunes de Oliveira, 19, foi morta durante um tiroteio no Complexo do Alemão, em janeiro de 2018 e estava grávida de 5 meses.

  • Dandara Damasceno de Souza, 21, foi atingida por um tiro no rosto na Vila Vintém, em março de 2018. Ela foi socorrida ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas já chegou ao hospital morta.

  • Maiara Oliveira da Silva, 20, grávida de 5 meses, foi baleada durante troca de tiros no Complexo da Maré, em outubro de 2020. A vítima perdeu o bebê.

Bebês também foram mortos em operações da polícia

Ainda de acordo com a plataforma do Fogo Cruzado, 10 bebês foram baleados quando ainda estavam na barriga da mãe. Somente um deles sobreviveu.

Em abril de 2019, uma grávida de 8 meses foi baleada na barriga em Costa Barros. A bala atingiu a cabeça do bebê.

Outro bebê também morreu antes de nascer em julho de 2017, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Claudineia dos Santos Melo, grávida de 39 semanas, foi baleada indo ao mercado, quando foi atingida.